#4 Cammaradas inspiradores

As mãos do futuro

Próteses de mãos impressas em 3D trazem qualidade de vida e sorriso para crianças com deficiência

A Dra. Maria Elizete Kunkel, professora adjunta de Engenharia Biomédica da UNIFESP, é formada em física na UFC (faculdade federal do Ceará), fez mestrado da USP em biomecânica, e PhD em Biomecânica (Universität Ulm, Alemanha). Hoje é coordenadora do projeto Mão3D Programa de Pesquisa e Extensão – Protetização e Reabilitação de Membro Superior com Tecnologia de Impressão 3D e hoje ela bate um papo com a gente para falar sobre o mundo da impressão 3D e seus projetos.

  1. Como surgiu a ideia de executar o projeto de próteses de mãos impressas em 3D?

Depois de fazer doutorado na Alemanha, voltei para o Brasil e me vi na mesma situação que a maioria das pessoas que terminam os estudos. Você tem que dar continuidade a pesquisa(ou a mesma pesquisa da área de estudo) ou o ideal é formar uma nova pesquisa. Preferi a segunda opção pois queria trabalhar já com próteses e órteses, mas não sabia exatamente o que.

  1. Quais foram as dificuldades encontradas para implementar esse projeto? (Podem ser dificuldades técnicas e/ou burocráticas.)

Após o meu período na UFBC, fazendo os testes com os primeiros voluntários, eu acabei descobrindo que tinha muitas dificuldades do projeto. Apesar de ser basicamente baixar pela internet o modelo, e imprimir, não era só isso. Então eu fui estruturando o que é que o projeto na área de prótese tem que ter para ele realmente funcionar.  E assim fui implementando alguns conceitos que até então não eram utilizados na pesquisa. Nós criamos inicialmente a reunião dos alunos aqui da Unifesp no curso de engenharia biomédica, fizemos uma campanha de crowdfunding o que foi o passo inicial para a gente começar a pesquisa.

Eu entrei aqui em 2014, em um momento em que se falava na universidade que o dinheiro da pesquisa tinha acabado, não se tinha mais recurso, e quem entrasse naquele momento, não teria laboratório. Não se tinha nada para fazer pesquisa pois começou a ficar uma situação que havia uma limitação muito grande de recursos. Editais foram sendo cancelados, foram cortados. Então eu já entrei na universidade com essa realidade, não tinha dinheiro para nada. Eu tive que ir empreendendo, no sentido de encontrar uma solução para reunir uma estrutura para desenvolver a pesquisa. E que eu pudesse dar continuidade nessa pesquisa também. Para isso contei com ajuda de muitos voluntários e alunos da graduação e do mestrado da universidade,  pessoas de fora. E as dificuldades foram sendo superadas à medida que a gente foi encontrando uma solução. Por exemplo, não é só imprimir a prótese. Você vai baixar o modelo, e depois imprimir. Mas ela tem que ser escalado exatamente para o tamanho daquela pessoa. Essas provas foram feitas em cima modelos americanos, sendo que a estrutura e proporção do brasileiro é diferente.

Então a gente tem que ter em mente que para trabalhar nessa área, uma pessoa só não vai dar conta, tem que ter o design, um engenheiro mecânico e a pessoa para trabalhar só na parte da impressão. E aí tem a participação muito importante dos profissionais da área da saúde, porque sem a estrutura da área da saúde, você tem uma prótese que não será funcional. Começamos a ter a colaboração de pessoas dessa área, e principalmente de terapeutas ocupacionais. A gente percebeu que não era só fazer a prótese, era fazer a prótese com a participação da pessoa que iria utilizá-la depois. E também fazer uma boa boa reabilitação. E esse modelo utilizando prótese de membro superior feita por impressão 3D, não existia nada no Brasil não tinha nenhum livro, nem manual e nenhuma orientação. As pessoas que trabalham com Terapia Ocupacional saem da universidade sem nunca ter trabalhado com esse tipo de instrumento. Nós praticamente começamos do zero, aprendendo, errando e fazendo da maior e melhor maneira possível.

Próteses de mãos impressas em 3D.

E outras dificuldades foram da parte de legislação, quando começaram a surgir esses modelos de próteses, não se sabia muito a respeito dos registros legais e reconhecimentos de médicos profissionais. Eu fui estruturando o que pode e o que não pode, e a gente foi tentando resolver. Por exemplo, a prótese no Brasil precisa ser prescrita por alguém da área da saúde, pois ela é um dispositivo médico.  Eu posso fazer uma prótese, mas eu não posso dar diretamente para uma pessoa, eu posso ter um terapeuta ocupacional no grupo que vai para prescrever a prótese, então ele vai assinar por esse documento.

Em relação a ANVISA, a princípio avisa não sabiam muito o que dá de resposta para nossas perguntas. Depois de alguns eventos lá, eles definiram que esse tipo de prótese pode ser feito, não precisa ter o registro da Anvisa contanto que ela não seja vendida. Então para comercializar uma prótese de membro superior tem que ter um registro da ANVISA. Como nosso caso, nós criamos um projeto social em que nosso objetivo era fazer, aprender, realizar a pesquisa e fazer a doação. Nós não tivemos que enfrentar essa dificuldade de ter o registro da estrutura onde vai ser produzida a prótese.

Em relação a burocracias, foram todas essas questões que a gente foi contornado. Eu fui tentando conseguir bolsas para manter um pouco mais os alunos no laboratório, para dar uma estrutura em que eles pudessem ficar no laboratório.

E a gente foi fazendo contato com as empresas também, isso foi uma ponto muito importante porque estavam surgindo novas empresas no Brasil criando impressoras 3D de baixo custo, e elas queriam mostrar para a sociedade também que essas impressoras teriam a possibilidade de desenvolver vários dispositivos, inclusive uma prótese que poderia ajudar alguém a ter um pouco mais de independência. Nós começamos a fazer contato com as empresas que algumas doaram materiais, outras a própria prótese. E as pessoas começaram ajudar no sentido de acessórios para fazer as próteses, e como estamos em uma universidade federal nós não podemos receber doações monetárias em dinheiro, tem todo um trâmite para isso e nós optamos por não receber dinheiro. Mas nós temos recebido colaboração de empresas nesse sentido. Para utilizar um scanner que a gente não tinha, um laboratório de uma empresa que faz escaneamento leva o paciente lá sem cobrar nada por isso. Nós fomos contornando de um jeito que hoje eu tenho uma estrutura montada, eu tenho um laboratório, tem material para trabalhar e ainda bem que a gente teve sempre a colaboração de pessoas voluntárias que muitas vezes entram no projeto participam sem nenhum interesse, às vezes a pessoa entra lá e não quer nem fazer o mestrado ou outro título, ela realmente só ajudar e colaborar.

  1. Comparando com métodos de fabricação tradicionais, como a impressão 3D ajudou na produção das próteses biomecânicas?

Falando ainda só sobre as próteses de membro superior, o processo convencional de uma de produzir uma prótese de membro superior consiste em a pessoa tem que ir lá na clínica que geralmente tem uma oficina que faz as medidas. Então a pessoa  tem que ir lá na cidade onde se faz a aquisição dessas medidas, depois é feito o modelo específico para aquela pessoa. Se ela tem uma necessidade de uma prótese de membro superior, tem que ser avaliado qual nível de amputação, qual é a necessidade dela. A prótese pode ter uma função só estética, de apenas parecer com uma mão real, ou ela pode ser uma prótese articulada mas de um modo mecânico, ou ela pode ser mil elétrica quando é automática e tem motores adoradores que o movimento de determinado músculo vai fazer o acionamento dessa prótese. Esses três tipos  têm uma variação de custo que depende da qualidade que ela é feita. Essas próteses mais automatizadas que eu falei elas geralmente são importadas e elas têm um custo muito alto que pode chegar de R$100.000 a R$ 200.000. É um dispositivo inacessível financeiramente para uma boa parte da população.

As pessoas que precisam de uma prótese são  crianças que nasceram com essa deformidade, que durante a gestação não formaram as mãos. E uma criança para receber uma prótese é bem complicado porque a criança vai crescendo e ela precisa trocar a prótese, por esse motivo o SUS não fornece prótese de membro inferior para crianças, somente quando elas param de crescer atingindo a fase adulta.

Outro exemplo de pessoa que precisa de prótese,  são as pessoas que trabalham e tiveram um acidente de trabalho e perderam parte da mão. Tem casos também de pessoas que sofreram tiveram câncer ou alguma outra doença, mas o grande número mesmo de pessoas com necessidade da prótese são as que tiveram acidente de trabalho. Essas pessoas que trabalham com a mão porque justamente são trabalhadores manuais, não tem uma formação em outra área. Com isso, quando tem um acidente que essa pessoa perde a mão e  não recebe uma outra mão ela vai ficar sem, pois a lista de espera do SUS é muito grande, e a qualidade das próteses são muito limitadas.

Se escuta muito caso em que a prótese não foi bem adaptada para o tamanho da pessoa causando uma taxa de pessoas que abandonam o uso das próteses convencionais muito alta, em torno de 90%.

A vantagem da impressora 3D é que você pode fazer em diferentes materiais. Nós utilizamos um método aqui que ele usa basicamente polímeros (plástico), você tem variação de cores desses materiais, alguns são mais resistentes e mais leves do que outros materiais convencionais. Existe a opção de mudar o design da prótese, podendo ter a liberdade de fazer o modelo que você quiser. Inclusive são feitos próteses com desenhos que remetem ao super-herói, e são estímulos muito grandes para as crianças utilizarem.  Aquelas crianças não se sentem como se tivesse perdido a deficiência, mas elas têm agora o diferencial que as outras crianças admiram. Isso ajuda na reabilitação também. E outra vantagem é que as impressoras que nós utilizamos, são de baixo custo. Então não precisaria de um equipamento muito caro para desenvolver as próteses.

Os modelos que nós utilizamos são Open Design, eles têm uma licença que permite que qualquer pessoa baixe e utilize e até  melhore o modelo, mas ele não pode ser vendido. Ninguém pode monetizar em cima dessas próteses. Já tiveram muitos casos polêmicos de pessoas que acharam que iam ficar ricas com esse modelo e começaram a fazer as próteses e vender. Por fim, a A1 internacional ficou sabendo, então essa pessoa praticamente ficou queimada no mercado. Esses são os projetos que eles só chegaram ao ponto em que eles estão porque é um trabalho colaborativo, todo mundo que trabalha está fazendo para o bem daquela pessoa que vai receber.  Mas infelizmente sempre tem alguém que acha que tem um caminho mais rápido de conseguir ganhar dinheiro em cima de uma deficiência, ou de uma dificuldade que uma pessoa tem. 

  1. Em relação ao resto do mundo, como está o Brasil na confecção de próteses impressas em 3D?

A ong ANAB que foi criada nos Estados Unidos ela tem ramificações em vários países, em que estão utilizando os modelos. No nosso caso criamos um projeto próprio,  um programa de extensão dentro da Universidade chamado “Mãos 3D”, e dentro desse programa nós começamos a fazer pesquisas de vários outros tipos de próteses. Com o norral que nós tivemos em produzir as próteses de membro superior basicamente prótese de mão e braço, nós começamos a levantar a possibilidade de utilizar a mesma metodologia para fazer outros tipos de próteses e órteses.

Hoje eu tenho no grupo mais ou menos 12 projetos, onde temos a possibilidade de desenvolver próteses ou órteses de várias partes do corpo. A gente fala que é da cabeça ao pé porque nós temos prótese de orelha que está sendo desenvolvido, de nariz, membro superior, prótese ou órtese para membro inferior, tem também um modelo de prótese/órtese de quadril para bebês precisam ficar imobilizados no quadril durante muito tempo. Também temos um projeto que estamos desenvolvendo junto com hospital municipal, onde o objetivo final é que a prótese vá para o mercado na forma de doação, projeto social ou mesmo comercializado.

Tem um projeto de mestrado que foi concluído agora, onde minha aluna desenvolveu uma  prótese de orelha, que foi desenvolvida uma startup, e ela já está comercializando para o  Brasil inteiro.

Os projetos que nós desenvolvemos são bem pés no chão. Muitos alunos chegam para mim com idéias maravilhosas e fantásticas para fazer uma prótese usando o poder da mente, os ângulos, símbolo, elétron… Mas eu sempre tento colocar os pés no chão. Qual projeto que conseguimos fazer em dois anos e que já seja utilizado pelas pessoas? Por isso tem que ser algo simples e funcional.

Ou seja, para um projeto inovador, vamos ter que usar todos os recursos da tecnologia que são de baixo custo e que tenha um resultado lá na frente. Então com essa ideia das próteses nós começamos a desenvolver vários projetos que são os que eu tenho hoje no meu grupo de pesquisa.

  1. Além das inúmeras vantagens práticas, as próteses impressas em 3D resgatam a autoestima de crianças e adultos de forma econômica. Como facilitar ainda mais o acesso das pessoas com deficiência às próteses?

No Brasil nós temos um número muito alto de pessoas com deficiência. Desde o começo, quando entramos para fazer o projeto, eu busquei grupos sobre esse assuntos e vivências nas redes sociais para conhecer um pouco mais a realidade das pessoas. Eu acho que isso é um diferencial também dos nossos projetos, nós não ficamos somente lá dentro da Universidade no laboratório.  Nós temos muitas atividades fora, então cada vez que você interage com as pessoas que precisam das próteses, a gente aprende muito. Então nesses grupos virtuais a gente vai aprendendo muito sobre a realidade deles. E conversamos também muito com as pessoas da área da saúde, com as empresas que produzem esse tipo de dispositivo. Queremos chegar ao ponto em que nós tenhamos um dispositivo que seja de baixo custo mas que tenha uma boa funcionalidade.

  1. Como facilitar ainda mais o acesso das pessoas com deficiência às próteses?

Essa pergunta eu não sei te explicar qual seria a melhor alternativa. O ideal seria que tivesse implantada dentro do SUS, se tivesse um  órgão público que se responsabilizaria para fazer toda essa logística. Mas eu acho também que é complicado de ser desenvolvido no SUS, porque é tudo muito novo e muito recente no Brasil.  O que existe são ações pontuais como a nossa que tentam atender aqui e ali um número x de pessoas. Nós não fazemos chamadas e não temos lista de espera, as pessoas vão entrando em contato e nós vamos priorizando de acordo com quem tem mais necessidade. Por exemplo uma criança que nasceu sem as mãos ela já nasceu sem e está adaptada em viver sem elas. É um direito dela querer uma prótese, a gente tem interesse em que a criança tenha a oportunidade de escolher se ela quer ficar ou não com a prótese.  Mas quando aparece por exemplo, uma criança que perdeu a mão por conta de um acidente, já é uma prioridade maior porque a criança vai ter que se adaptar, e o ideal seria ela se adaptar com uma prótese também. O que não significa que todas as crianças que receberam as próteses continuem usando as próteses. Nós temos uma psicóloga também. que acompanha todo o processo de adaptação da criança, ela falou uma vez que é importante que a criança que possui uma deficiência, seja de nascimento ou adquirida, que ela tem a oportunidade de testar um dispositivo e depois ela vai falar se quer ou não utilizar. Isso para o desenvolvimento dela é melhor do que ela pensar “se eu tivesse uma mão eu seria feliz” ou “eu não sou feliz porque eu não tenho, porque eu sou pobre”. Desburocratizar isso é muito importante, porque a criança  vai ter oportunidade de escolher o que que ela quer para ela.

  1. Pode falar um pouco sobre o seu sentimento com a realização deste trabalho?

Nós vamos continuar chamando de mão 3D mas o nome é “grupo de biomecânica e forense” mas o que se tornou popular foi o nome do projeto do programa social.  Os projetos que eu oriento, a minha função é pegar uma ideia e pegar uma pessoa que quer trabalhar naquela ideia, e unir pessoas para trabalhar em conjunto para desenvolver aquela ideia. Disponibilizo uma estrutura em que tenha impressora, computadores, material de pesquisa que possa ser desenvolvido para aquela ideia, publicar sobre isso e divulgar. Nós mostramos todos nossos resultados, os que dão e os que não dão certo, nós utilizamos muito as redes sociais para isso. Tanto o Facebook, Instagram ou no nosso site tem muita informação e eu sempre peço para que os alunos mostrem o que eles estão fazendo e comentando sobre. Porque às vezes um vídeo que você faz de um minuto e coloca no Instagram, já pode motivar um outro grupo lá do outro lado do Brasil a desenvolver a mesma metodologia e atingir uma população que a gente não teria acesso.

Agora nós já estamos tentando fazer próteses a distância, utilizando recursos de telemedicina, pegar as imagens, fazer contato pela internet ou mesmo molde de gesso.  Nós estamos para entregar agora a primeira prótese de um menino que perdeu as duas mãos depois de uma meningite, em Rondônia. É a primeira vez que estamos fazendo a distância, pode ser que não dê certo, mas pode ser que dê.Com isso estamos sempre tentando superar as limitações do projeto e mostrar isso para que as pessoas se motivem ou se inspirem a fazer trabalhos parecidos. Porque nós temos a plena consciência de que a gente não consegue atender nem o nosso estado, imagina o Brasil todo.  Não é essa a missão do projeto, mas a medida do possível nós atendemos quando é viável.

Em relação aos meus sentimentos ao trabalho, para mim não é trabalho. Na verdade quando eu estou fazendo a orientação dos projetos, a cada projeto eu penso que aquele projeto vai ser uma possível solução para um problema que já tem na sociedade.

As vezes eu estou corrigindo a dissertação de mestrado ou vendo as normas da ABNT e está tudo correto. Parece muito que é apenas um projeto de pesquisa, mas ao mesmo tempo que eu faço isso, eu recebo mensagem no WhatsApp mandando uma foto do seu filho que não tem a mão, de um problema que precisaria tirar a orelha, que está com depressão precisa de uma prótese de orelha. Então quando você tem esse paralelo, está desenvolvendo a pesquisa e tem uma necessidade muito real perto de você. Por isso eu digo que não é trabalho, porque trabalho para mim é algo que é mais obrigação,e que você pensa no salário no final do mês.

Todos que trabalham nos projetos veem e precisam ver que não é trabalho, é pesquisa, desenvolvimento profissional e criatividade. É um trabalho voluntário.  Eventualmente as pessoas vão sair daqui com uma experiência e alguns vão sair com o título de mestre em engenharia biomédica. Mas tem alguma coisa maior que é a colaboração e desenvolver, é criar e usar todo aquele conhecimento de matemática, física da parte da engenharia para criar um produto que seja realmente algo vivo e que alguém vá utilizar. Nós fizemos esse projeto com objetivo de dar opção para pessoa que está do outro lado esperando.

Então meus sentimentos e relação ao projeto é de satisfação e gratidão, por ter encontrado uma linha de pesquisa em que é algo que eu gosto de fazer, que motiva as pessoas e que a gente está ajudando outras pessoas também.

Hoje eu não consigo dar conta do número de pessoas que me procuram querendo participar dos projetos, tem até algumas pessoas ficam chateadas e escrevem lá no Instagram “aí eu queria ajudar, mas vocês não deixam”. Infelizmente a gente não consegue atender o número grande de pessoas que nos procuram.

 

 

Arte + Impressão 3D

A exposição da escultora Marly Faro: “Da música se fez forma”, que foi prorrogada até o dia 9 de fevereiro, é a primeira realizada após seu falecimento, em junho do ano passado. Além da obra inédita “Concerto Musical”, é possível conhecer peças emblemáticas da carreira da artista, bem como fotos e documentos que mostram o papel da escultora no ensino e no incentivo às Artes Plásticas.

O grande destaque dessa exposição é a composição “Concerto Musical”, finalizada com a tecnologia 3D. Concebida por sete peças (maestro, dançarinos e músicos), com o nosso apoio a obra teve alguns itens finalizados por meio de modelagem e impressão 3D.

Curadores da exposição, os netos da artista Guilherme e João Pedro Faro, coordenaram o processo de acabamento das esculturas, fazendo questão de preservar a tradição da avó na mistura de materiais em suas peças, como mármore e bronze. O resultado encantou o público.

“Algumas peças da inédita composição dos músicos ainda não estavam concluídas, mas queríamos expor as obras que minha avó estava esculpindo. Sabemos que era um desejo dela. Como atuo em uma startup de impressão 3D, resolvemos finalizar essas obras para a exposição. Concluímos quatro das sete peças da mostra utilizando modelagem e impressão 3D. A tecnologia colaborou para prestarmos essa homenagem a ela”, declarou João Pedro Faro.

 

 

 

 

Já Guilherme Faro ressaltou a importância dos documentos e fotos da artista, que mostram ao público parte da história das Artes Plásticas. “Participei de inúmeras vernissages promovidas pela minha avó e pude ver como os artistas a respeitavam e a reverenciavam. Ela era admirada não apenas pela sua obra, mas por todo incentivo que dava às Artes Plásticas. Esperamos que essa homenagem esteja à altura da importante artista que ela foi.”

Filha da artista, Lilian Faro destacou a atuação relevante da escultora no incentivo às Artes Plásticas do Rio. “A grande artista Marly Faro é um marco nas artes do Rio. Empreendedora, batalhadora, sonhadora, tinha tino e, principalmente, crença na arte e na cultura, ensinando alunos com meiguice e motivação. Marly era uma mulher surpreendente e à frente do seu tempo.”

Carreira de Marly Faro

Marly Faro foi professora, escultora, curadora e galerista. Ainda jovem, tornou-se uma entusiasta da Feira de Ipanema, trabalhou e lecionou no MAM e no atelier de artes plásticas Hélio Rodrigues.

Em 1976, fundou seu próprio atelier, o Barro-Oco, onde se dedicou ao estudo do tridimensional e à escultura em terracota, mármore, bronze e resina, sempre pesquisando novas técnicas e materiais. Individualmente, expôs suas obras em Paris, Nova York e Tókio.

Marly foi uma promotora das artes plásticas, organizando eventos e abrindo portas para muitos artistas. Na década de 90 inaugurou em Ipanema a Galeria de Artes Marly Faro, que agora é palco de sua própria obra.

 

 

 

 

 

 

Curiosos?
Data: Até 09/02
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19hs; sábados das 9h às 13hs.
Local: Rua Aníbal de Mendonça, 221, Ipanema, Rio de Janeiro
Tel: (21) 2259-9417.
Entrada franca

 

 

#3 Cammaradas inspiradores

Bernardo Clarkson conta tudo sobre o mundo do design

Em um breve bate papo já é possível inspirar designers dentro da impressão 3D

               Bernardo Clarkson é sócio-Diretor de Projetos, e Gerente de Projetos e Desenvolvimento de novos produtos na Açoforte Brasil. Ele tem formação em Desenho Industrial – Projeto de Produto, pela PUC-Rio, e Erasmus na ESAD (Escola Superior de Artes e Design), em Portugal.

                Bernardo é filho de uma estilista e um engenheiro, sendo assim, a mistura só poderia ser: designer de produto. Multidisciplinar desde criancinha, trabalha em diferentes empresas tendo experiência em diversos segmentos, como na área gráfica, embalagens, mobiliário, modelagem/renderização 3d e impressão 3d.                               

                 Bernardo sempre foi muito observador, detalhista, comprometido com tudo ao seu redor e, portanto, com os projetos não poderia ser diferente!

Ele é viciado em futebol (arte) e um constante observador das aleatoriedades do mundo, no entanto, já é um aposentado dos esportes de prancha. Hoje iremos conversar com ele sobre o mundo do designer.

Como surgiu o interesse pelo design?

Acho que meus pais me influenciaram muito nisso sem perceber. Sou filho de um engenheiro e uma estilista, acho que se misturar os dois surge o design de produto (risos). Minha mãe sempre foi uma entusiasta do design. Na casa deles é cheio de produtos que são pura inspiração para o design.

Desde pequeno eu adorava quando meu pai chegava com um lego novo, uma bicicleta, um eletrodoméstico ou qualquer coisa que tivesse uma montagem. Claro que o presente me deixava feliz, porém eu gostava mais do processo de montagem ao brincar com o produto em si. E durante a montagem eu ficava tentando entender como aquelas peças eram feitas e porque elas tinham aquelas formas. E ficava louco quando entendia alguma solução simples que fazia uma enorme diferença no produto. Além disso, eu sempre ficava imaginando onde poderia ter uma melhoria na relação entre o usuário e o produto.

Ao entrar na faculdade pude aprender um pouco mais sobre os processos de fabricação, mas só trabalhando nas indústrias que pude realmente entender o “porquê” das coisas e vi que estava no caminho certo.

Como começou sua trajetória e como foram suas primeiras experiências no mercado de design?

Eu sempre tive interesse pelo design de maneira ampla, cheguei a cursar design de produto e gráfico ao mesmo tempo (acho importante essa multidisciplinaridade e acredito que ajuda a exercitar a criatividade também). Comecei estagiando em algumas empresas até ser efetivado na Clever Pack, um estúdio de design dentro de uma fábrica de embalagens plásticas. Lá foi um grande aprendizado e foi onde comecei a perceber a importância das nossas ideias no dia a dia das pessoas. Criamos algumas tampas que, além de funcionais, tinham um tremendo impacto ambiental, no sentido da redução de lixo e processos poluentes. Chegamos a ganhar alguns prêmios nacionais e internacionais com esses produtos. Uma dessas tampas está exposta no museu do design em Londres 🙂

Depois de lá trabalhei como projetista em uma metalúrgica focada em mobiliário que foi onde eu tive meu maior crescimento profissional, por isso, depois que fui trabalhar no INT – Instituto Nacional de Tecnologia, onde trabalhei com projetos bem inovadores para a Petrobras, voltei à fábrica como Gerente de Projetos e Desenvolvimento de novos produtos e é onde estou até hoje.

Quais tipos de projetos você mais gosta de fazer?

Os projetos que temos liberdade de criação e podemos pensar em tudo, do inicio ao fim, são os que mais me motivam. Lógico que um projeto nunca é feito 100% sozinho! Mas o que quero dizer é que o cliente ou o chefe que nos dá essa liberdade de criação pode ter certeza que terá um trabalho muito melhor se confiar em nosso trabalho. Pois um projeto é como se fosse um grande quebra-cabeças, as partes vão se juntando para formar um todo. Ou seja, tudo tem que ser muito pensado para não atrapalhar o resultado final. Por isso, às vezes, uma solicitação fora de contexto, por mais que você explique, pode acabar com todo um projeto e conceito de um produto.

Como é o seu processo criativo?

Primeiro eu tento entender o que o cliente quer, pois muitas vezes nem é exatamente um produto que ele está querendo (risos). Mas busco o máximo de informações para saber quais são os principais requisitos necessários para atender à sua necessidade. Com as informações, começo a pesquisa de similares, para ter uma ideia geral do que já existe. E avalio os prós e os contras de cada um relativo ao projeto em questão.
Busco muito em referências fora de contexto para desenhar alguma peça ou detalhe no objeto. Acho que nossa cabeça tem que estar atenta e observando tudo a nossa volta, a todo o momento, por causa disso. Precisamos estar com a mente aberta e buscando novos conhecimentos para aumentar nosso repertório cognitivo. Tudo serve de referência para a criação de um produto! Adoro fazer desenhos abstratos quando estou no ócio criativo. Consigo tirar muitas formas e ideias a partir dali.

Então faço inúmeros sketchs básicos para escolher alguns poucos e passar para o modelo virtual. Que é aí que o cliente começa a entender melhor o produto e podemos partir para algumas alterações antes de enviar para a produção. E a impressão 3d entra exatamente aí, entre o virtual e a peça final, ela entra como um mockup ou protótipo, onde podemos ter um modelo volumétrico que nos dará mais noção do real.

Vamos falar sobre alguns dos projetos que mais empolgaram você.

Eu sempre gostei de desafios, portanto, já participei de projetos bem distintos em minha carreira. Mas no contexto de impressão 3d, acho que foi o tap handle da Cervejaria Hocus Pocus, pois é de uma marca de cerveja que eu gosto muito! E que nos obrigou a aprender algumas coisas de maneira rápida como sentido do filamento, resolução, tipo de preenchimento interno para dar mais resistência, etc. Tivemos que pensar numa forma de fixação da rosca e como trocá-la de maneira rápida e simples para poder usá-la em outras torneiras.

Outro projeto interessante foi o brinde para a marca de roupa feminina Acquawear, onde tivemos total liberdade para pensar no produto e conceito. O resultado ficou bem legal! 🙂

E teve uma para a Globo também, que fizemos um suporte para dois smartphones filmarem ao mesmo tempo. Nesse já criamos pensando em caso o cliente quebrasse uma peça no futuro, como ele poderia repor apenas entrando em nosso site, subindo o arquivo e pedindo a impressão da maneira mais simples possível!

Qual a importância do designer para a tecnologia da impressão 3D?

A impressão 3d não vive sem o designer e qualquer outro profissional que “alimente” ela. Ao meu ver, a impressão 3d é uma excelente ferramenta para diversas áreas, porém ela não é uma máquina industrial que produz a mesma peça em série. E acho que o grande diferencial dela é justamente esse, poder produzir peças específicas, personalizadas e únicas de maneira rápida. Então, precisamos de mentes criativas que estejam a todo momento criando trabalhos para ela, para que seja necessario estar sempre produzindo algo novo.

A pergunta mais batida do mundo… Mas vamos lá: Quais são seus maiores ídolos/ influências como designer dentro do mercado da impressão 3D? E por que?

Dentro da impressão 3d ainda não tenho ídolos, acho que é uma tecnologia muito recente para isso (risos). Mas acho que tem um ídolo meu que se daria muito bem com a impressão 3D, que é o Theo Jansen. Ele faz escultura cinéticas incríveis! Quem ficou curioso, dá uma procurada no nome dele.

Agora, influencias, tenho bastante, mas minhas preferidas no mercado de impressão 3D são a UAU Project (empresa polonesa que cria objetos impressos em 3D muito bonitos) e muita gente que faz peças incríveis e disponibiliza no Thingiverse. Tem muita gente boa lá!

Se pudesse prever o futuro, que tipo de avanço gostaria de ver no design para os próximos 10 anos?

No design… Acho que uma interação cada vez maior com a prototipagem rápida. Acho que isso pode crescer bastante nos próximos anos. Na nossa área de produto, essa tecnologia é muito útil e acho que é um excelente investimento de uma indústria, principalmente.

Que conselho você daria para as pessoas que querem começar a criar peças gráficas, especialmente criar peças dedicadas à impressão 3D?

Não coloque limites na imaginação. Imagine, sonhe, crie e nos conte esse sonho que nós materializamos ele pra você! 😉

 

 

#1 Cammarada do planeta

3 provas de que a impressora 3D é amiga do meio ambiente

Já imaginou a quantidade de estoque parado no mundo? Vamos falar sobre isso!

Nos anos 1990 surgiu o desenho Capitão Planeta, onde o herói era convocado junto com sua equipe (cada um representava um elemento da Natureza, sendo um deles o coração) a ir atrás de problemas ambientais, frequentemente provocados pela ação irresponsável do ser humano, combatendo grandes corporações. Infelizmente, é apenas um desenho.

Mas nem tudo está perdido! A impressora 3D veio para ajudar a Terra e nós vamos provar para você que isso é mais real do que você imagina. Vai, Planeta!

Como a tecnologia 3D fabrica produtos sob demanda, ela evita o desperdício de materiais utilizados para produção de um produto industrializado. Além disso, ela reduz a poluição, já que gasta menos, em média, para se produzir, armazenar e transportar determinada peça ou produto.

A impressora 3D é um importante instrumento para que nossa sociedade mude a sua forma de consumo e crie atitudes que agridam menos o meio ambiente. Separamos 3 provas de que a impressora 3D é amiga desse mundão, se liga.

1 . Estoque zero

Estoque é dinheiro parado. Seja pelo espaço ocupado a toa, seja pelo investimento em um produto que está sendo depreciado pelo tempo ou seja pelo custo de oportunidade de investir em algo que seria vendido mais rápido.

Produtos são feitos para serem consumidos e utilizados. É assim que a empresa atende os seus clientes, obtém retorno econômico e sobrevive. Se o que é produzido não é consumido, a empresa acumula estoque, que é um dos principais indicadores de um sistema produtivo com problemas.

O custo financeiro de capital parado (e não vendido) é o desperdício mais evidente para as empresas, mas o estoque nos mostra vários outros problemas. Por exemplo, a existência de uma cadeia produtiva que está superdimensionada e acaba fabricando mais do que é demandado pela sociedade, agravando a produção de lixo e poluição.

2 . Correção na prototipagem

Em um processo produtivo, o ideal é produzir certo logo na primeira vez. Pois assim, é claro, não será preciso gastar tempo e dinheiro produzindo de novo. O criador do Sistema Toyota de Produção, Taiichi Ohno, considera que o “retrabalho” é um dos maiores desperdícios a serem evitados nas organizações tradicionais: gastar tempo, gente e recursos para corrigir ou refazer o que já foi feito.

Testar, antecipadamente, uma ideia permite a identificação de problemas e funcionalidades no início na concepção de um novo produto. É inegável que isso diminui o desperdício de material nas fases subsequentes. Por exemplo, vários parâmetros podem ser checados quando ainda está em fase de prototipagem e, caso encontre alguma inconsistência, a correção pode ser feita rapidamente e o protótipo reimpresso em 3d.

3 . Redução da pegada de carbono

Você viu o trânsito hoje? Quem atua com logística sabe o custo e o trabalho que se tem para movimentar materiais de um lugar para o outro. Então, é um desperdício enorme fazer o transporte de qualquer tipo de peça que ainda vai ficar esperando alguns meses por um demandante – seja ele o consumidor final ou um fornecedor intermediário.

Para se fabricar um produto, por exemplo, um brinquedo, a empresa fabricante tem uma rede de fornecedores que ofertam partes desse brinquedo. Cada fornecedor da rede representa uma parte desse processo. Uma empresa fornece um adesivo, outra fornece o corpo plástico do brinquedo, uma terceira empresa fornece as rodinhas deste brinquedo, etc. É uma grande rede de fabricantes.

A impressão 3D permite uma produção sob demanda, o que elimina a necessidade de transporte de produtos. Ou seja, se reduzirmos a oferta desnecessária de peças intermediárias, reduziremos a fabricação gerada pelas diferentes etapas de produção desses produtos, logo, menos transporte será utilizado. Consequentemente, como vivemos em um contexto com elevado consumo de energia fóssil, as emissões de carbono irão reduzir de forma drástica.

Conclusão

Agora você está entendendo por que levamos a impressão 3D tão a sério?

Atualmente, pensar na perpetuidade do nosso planeta é obrigatório para qualquer empresa e a impressão 3D veio para diminuir alguns impactos do sistema fabril no meio ambiente. A Cammada acredita que a sustentabilidade deve ser um fator relevante na rotina das cadeias produtivas. Pequenas, médias e grandes empresas têm um papel importante na disseminação desse pensamento!

Em breve os consumidores poderão devolver produtos quebrados e receberão um novo. Os produtos serão feitos sob demanda usando as impressoras 3D e majoritariamente materiais reciclados. A cadeia produtiva será eficiente, sustentável e diversificada o suficiente para fabricar qualquer ideia humana. Sonhar não custa nada… Temos muito que avançar ainda, mas vamos pensando aí nas possibilidades, pois o futuro já se aproxima. O poder é de vocês!

Fontes: Blog Fazedores, Brasão sistemas, Época Negócios, Abiplast e Wikipédia.

 

 

#1 Cammaradas inspiradores

João Faro conta sobre o mercado da impressão 3D

A entrevista traz uma reflexão sobre como a tecnologia pode mudar a

vida das pessoas

João Pedro é engenheiro de produção, formado pela UFF. Além de sócio-fundador da Cammada, trabalha na Petrobras desde 2012 com gestão orçamentária, mapeamento de processos e desenvolvimento de indicadores. Nas horas vagas gosta de beber um vinho com os amigos e conversar sobre as contradições desse mundo louco.

Neste mês ele vai nos contar um pouco sobre a sua experiência sobre o mundo da impressão 3D.

João, como foi seu primeiro contato com a impressão 3D?

Meu primeiro contato ocorreu quando estava pensando em criar uma empresa inovadora. Eu me reunia semanalmente com amigos formados em Design e eles me mostraram vídeos de impressoras 3D. Inicialmente, achei uma coisa mágica, fantástica, uma oportunidade incrível de mudar o modelo industrial de fabricação que existe desde o século XIX.

Qual é a relação da impressão 3D com a indústria?

A impressão 3D é um novo processo de fabricação, é uma mudança de paradigma. A indústria tradicional funciona de dentro para fora, ou seja, seu corpo técnico utiliza tecnologias e patentes para desenvolver produtos a serem ofertados ao mercado consumidor. Tivemos avanços no século XX, com análise de demanda, produção puxada e processos just in time, mas ainda temos um fluxo de desenvolvimento da indústria para o consumidor.

No entanto, com os avanços tecnológicos na comunicação, nos softwares e nas redes, o desenvolvimento fora da indústria começa a ser altamente relevante. Hoje existem pessoas comuns, alunos, estudantes, profissionais autônomos, startups com capacidade de desenvolver produtos fantásticos de dentro das suas casas. A impressão 3D permite uma verdadeira mudança no fluxo de desenvolvimento, onde qualquer pessoa pode inventar um produto e produzi-lo.

O que você acredita ser o maior potencial da impressão 3d para o mundo?

No curto prazo, o maior potencial é a autonomia. Já parou pra pensar que o seu vizinho da direita é criativo e o da esquerda tem uma impressora 3D? Uma indústria menos centralizada irá gerar maior autonomia aos profissionais, seja para colocar a criatividade em prática, seja para ser menos dependente do modelo tradicional de fabricação.

Quais oportunidades de mercado essa tecnologia traz de bom para o Brasil?

O Brasil ainda está muito atrasado… Os profissionais que buscam inovação têm pouquíssimas opções aqui. A impressão 3D apresenta uma novidade ao brasileiro, que é um povo muito criativo.

Uma coisa boa para nós é que o mundo inteiro está aprendendo sobre a impressão 3D. Temos a chance de agarrar essa oportunidade e não ficarmos tão descolados dos EUA e Europa. É claro que eles já largaram na frente, em função do estoque de tecnologia que possuem, mas ainda tem muito espaço para crescimento.

Pensando no fator tempo, como você avalia a eficiência x eficácia da impressão 3D para uso em prototipagem?

A prototipagem é uma etapa essencial para validação de um produto em fase de desenvolvimento. É com o protótipo que o engenheiro se depara com os problemas da peça projetada. A impressão 3D abre um universo novo para testes. Primeiro porque o próprio projeto digital pode ser produzido sem nenhum tipo de molde e, segundo porque é extremamente rápido.

Um protótipo pode ser impresso em 3D em algumas horas e encaminhado ao departamento de testes. Se inconsistências forem verificadas, basta o engenheiro corrigir o modelo digital e solicitar nova impressão 3D do protótipo. Isso torna o processo de validação muito mais fluido.

O que você vê no mercado  de impressão 3D que tem ainda que evoluir?

Como toda tecnologia emergente, ainda há espaço para avanços. As impressoras 3D não são simples de usar como uma impressora de papel, é preciso de conhecimento técnico para operar. Com o tempo, acredito que se tornará mais fácil. Outro ponto é o tempo de impressão. Embora tenhamos tido avanços significativos nos últimos anos, esse é um fator a ser vencido para produção em média escala.

Conte um pouco sobre o valor agregado da impressão 3d.

A impressão 3D permite agilidade e flexibilidade, acho que esses são os maiores valores. Agilidade porque se você mudar seu projeto por qualquer motivo, basta imprimir outro mais inovador e atualizado. E flexibilidade porque você pode fabricar o produto que quiser, seu limite é apenas sua própria criatividade!

A tecnologia de impressão 3D cresce cada dia mais, qual foi a impressão que te surpreendeu nos últimos meses?

Vou falar de um projeto nosso, olha o jabá! Fizemos um trabalho muito bacana para uma matéria do Esporte Espetacular, na Globo. Pegamos uma sequência de imagens do gol do jogador de futebol Roger e imprimimos em alto relevo. Essa série de “fotos em braile” foram entregues a filha do jogador, que é cega. É emocionante o que a impressão 3D proporciona! A impressão 3D não é uma questão tecnológica, é uma questão de libertação criativa.

A impressão 3D está cada vez mais popular, transformando negócios e deixando a vida de quem depende de prototipagem cada vez mais fácil. Qual é o projeto que você ainda sonha em participar?

O projeto que eu sonho participar é a Cammada. Eu sonho é que todos possam viabilizar suas ideias. Acho que precisamos mudar nossa forma de sonhar, o “ter” precisa dar espaço ao “construir”. O ser humano é muito criativo pra ficar limitado às prateleiras.

 

 

#3 Protótipos impressos em 3d

Marcas que já usaram a impressão 3D e lucraram

A influência da tecnologia muda a rotina e desenvolvimento de seus produtos

Não é de hoje que a impressora 3D está sendo utilizada por empresas para criar peças. As impressoras 3D podem ter sido consideradas uma inovação há pouco tempo, mas a tecnologia tem se tornado cada vez mais importante não apenas na indústria, como uma forma de produzir produtos, mas também uma ferramenta de marketing para as marcas.

Os clientes estão incorporando a impressão 3D em suas ações de várias maneiras, algumas divertidas, e outras bastante úteis. A tecnologia conquistou o coração de algumas marcas e nós separamos 11 cases geniais para mostrar para vocês.

  • Coca Cola

EKOCYCLE é uma iniciativa do cantor will.i.am e da Coca-Cola dedicada à conceção de produtos criativos a partir de materiais como o plástico e, simultaneamente, promover a reciclagem e a sustentabilidade destes materiais. A sua ideia principal é uma impressora 3D que pode transformar garrafas pet de Coca-Cola em coisas úteis ou criativas, desde uma jarra até uma capa para telemóvel 100% sustentável.

A impressora amiga do meio ambiente possui 25 desenhos programados (brinquedos, sapatos, pulseiras e um grande et cetera) para a impressão. Esta foi uma iniciativa de 2014.

Foto: Reprodução

  • L’Oreal

Graças à pressão de grupos em defesa dos direitos dos animais, testes clínicos envolvendo bichinhos têm diminuído ao longo dos anos. Por outro lado, efeitos de cosméticos ou remédios ainda precisam ser extensamente avaliados antes que o produto vá para o mercado. Para tentar contornar este problema, a marca L’Oréal está investindo pesado para imprimir pele humana.

Parece bizarro, mas desde os anos 80 a empresa realiza pesquisas com sobras de pele de cirurgia plástica a fim de desenvolver novas tecnologias para testes de toxicidade e eficácia. Para tentar suprir a demanda por pele humana, a empresa fez uma parceria com a Organovo, líder em impressão 3d de tecidos humanos. A maior vantagem é a velocidade da produção e o nível de precisão que a impressão 3d pode atingir.

Fonte: Imagem do filme de Almodóvar A pele em que Habito

  • Adidas

Em 2017 a marca Adidas lançou um tênis com a sola feita em impressora 3D. A edição limitada, chamada de Adidas x Parley, foi feita a partir de plásticos reciclados retirados de redes de profundidade ilegal pela Sea Shepherd no Oceano Antártico. Apenas foram 50 pares disponibilizados para venda, e outros pares através de concursos no Instagram.

A Adidas se mostrou empolgada com o projeto, que pode resultar em novos produtos, uma vez que, de acordo com a empresa, o plástico retirado do oceano foi transformado em fibras de fios técnicos que podem facilmente ser integrados a produtos. O tênis é apenas um de uma série de inovações da marca buscando tecnologias mais amigáveis ao meio ambiente.

Rivais como Nike, Under Armour e New Balance também estão experimentando a impressão 3D, mas até agora têm usado a tecnologia apenas na produção de protótipos, calçados personalizados para atletas patrocinados e produtos de alto valor. Vamos torcer para que vire moda!

Foto: Reprodução

  • Nike

Em abril de 2018 a Nike estava presente no evento em Londres em uma parceria com o projeto colaborativo com o atleta Eliud Kipchoge – um dos corredores que tentou quebrar a maratona de menos de duas horas.

Seu principal feedback foi que a parte superior absorvia a água do sapato, tornando seus tênis mais pesados ​​à medida que ele percorria o percurso. Os designers da marca deram início a uma fase de prototipagem rápida, onde passaram por milhares de possibilidades superiores antes de imprimir variações para cada protótipo. O processo de design para os sapatos começa com dados retirados dos atletas, incluindo a marcha e a forma do pé. Isso não apenas significa um sapato feito sob medida, mas a Nike observa que, através da impressão, pode fabricar sapatos 16 vezes mais rápido do que em qualquer método de fabricação anterior.

Foto: Reprodução

  • Electrolux

A multinacional de eletrodomésticos, a Electrolux, está realizando um estudo de viabilidade para peças de reposição sob demanda feitas em impressora 3D que podem ser fabricadas e distribuídas sob demanda. O objetivo é reduzir os custos de estoque e os prazos de entrega. Com isso resulta em cliente feliz quando é necessária manutenção e reparo na máquina de lavar quebrada que não é mais fabricada, por exemplo.

As peças mantidas em estoques, geram custos trabalhistas e de manutenção. Além disso, algumas peças ficam acumulando poeira no estoque até que elas sejam descartadas e os custos podem aumentar se as peças não puderem ser fornecidas através de métodos de produção em massa. A Electrolux está explorando a possibilidade dessas peças serem feitas em impressora 3D.

Fonte: All 3DP

  • Versage  

As impressoras 3D entraram definitivamente no universo da moda. Estilistas inovadores e arrojados já estão utilizando o equipamento 3D para produzir looks diferentes e ousados, com combinações próprias. A criatividade é o carro-chefe desses designers de roupas modernas, que usam padrões geométricos para criar peças, como blusas que contêm detalhes feitos através da impressão 3D.

O último baile do MET tinha como tema Manus x Machina: Fashion in an Age of Technology. Respeitando essa ideia, a Versace criou para atriz, Kate Hudson, um vestido longo e branco inspirado nos modelos de noiva, e montado a partir de uma série de pequenas peças que foram feitas com a impressora 3D.

Fonte: Reprodução

  • Chanel

Os equipamentos mudaram a forma como os designers de moda estão trabalhando ao redor do mundo. As inovações estão surgindo no setor, que está sendo reativado através de possibilidades que não eram sequer imaginadas há alguns anos.

Iris van Herpen – Verão 2015 é o nome da coleção da Chanel, onde o desfile foi um destaque porque 10 looks da coleção foram criados usando a impressão 3D.

Fonte: Reprodução

  • Volkswagen

Em abril, o modelo Volkswagen Polo e a DDB Copenhague transformaram os consumidores em designers de carro. A campanha “The Polo Principle” convidou o público a assumir o controle, por meio da internet, da impressora 3D da montadora – a mesma usada na criação do modelo Polo original – para desenvolver sua própria versão do carro.

As 40 ideias mais criativas foram impressas e exibidas em Copenhague, em maio, e depois os designers puderam levar suas criações para casa. Mas o melhor ainda estava por vir: o grande vencedor viu sua criação se tornar um Polo de verdade.    

Fonte: Reprodução

  • Huggies

Com o avanço da tecnologia, hoje é possível que as mamães consigam ver o rosto dos seus bebês ainda no útero, graças ao ultrassom 3D. Porém, as grávidas que possuem deficiência visual só poderiam saber como são os seus bebês depois de nascerem.

Com isso, surgiu a ação #ContandoosDias para a marca de fraldas Huggies. A ideia era utilizar a tecnologia de impressão 3D para que as mães com deficiência visual possam “ver” seus bebês antes do tão esperado nascimento.

Fonte: Impressora Blog

  • DVV

A seguradora belga DVV e a Happiness Brussels mostraram quão útil a impressora 3D pode ser para os consumidores, em especial os esquecidos. A companhia criou o serviço “Key save”, que permite que os clientes digitalizem suas chaves e guardem os dados num servidor seguro.

Sempre que eles perderem suas chaves, eles poderão levar os dados até uma impressora 3D e criar uma nova. Esse é um benefício não só para os clientes, como para as companhias que perdem dinheiro anualmente repondo as chaves perdidas.

Fonte: Printer World

  •  Nokia

A Nokia também se rendeu a tecnologia e louçou uma iniciativa inédita entre fabricantes de smartphones: a possibilidade de “imprimir” capas para o Lumia 820. A companhia disponibilizou em seu site oficial toda a documentação e os arquivos necessários para que qualquer pessoa com uma impressora 3D possa substituir a traseira do seu smartphone.

Para John Kneeland, gerente de marketing para desenvolvedores da Nokia, a iniciativa pode permitir grandes avanços no futuro, especialmente no que diz respeito à personalização dos produtos. “[…] Você quer um celular à prova d’água, que brilha no escuro, com abridor de garrafas e um carregador solar? Alguém pode fabricar – ou você pode imprimi-lo sozinho!”. Ele está certíssimo! O futuro é todo nosso!!

Fonte: Reprodução

 

 

#2 Protótipos impressos em 3d

Modelos geniais de protótipos impressos em 3d

A tecnologia traz grande promessa para prototipagens

Antes da impressão 3D, os protótipos envolviam altos custos e quase eram tratados como se fossem um projeto, perdendo muito tempo com ajustes e revisões. Agora diversos protótipos impressos em 3D permitem uma fabricação muito mais rápida e que as decisões sejam tomadas em curto período de tempo, com baixo investimento

A adoção da impressão 3D em meios industriais está causando grande impacto nos processos produtivos de vários empreendimentos. Rotinas internas passaram a ser mais eficazes, a criação de protótipos mais econômica, e os modelos de negócios mais inovadores. A seguir, separamos alguns modelos geniais prototipagem para você se inspirar e tirar a sua ideia do papel.

Joias

No desenvolvimento e fabricação de joias, ter um protótipo é importante para saber se a peça planejada funciona, se o resultado ficou dentro do esperado e, também, para nortear o desenvolvimento das peças em grande volume, aprimorando todo o processo.

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Fonte Jewels

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Fonte 3Devas

Fone de ouvido

A prototipagem e o desenvolvimento desse fone de ouvido foi totalmente feita numa impressora 3D. O primeiro produto que a Print+ desenvolveu é um fone de ouvido inovador. Ele pode ser montado sem precisar usar solda, cola ou parafuso.

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Fonte Print+

Arquitetura

As impressoras 3D ajudam a aprimorar a produção de modelos arquitetônicos com estruturas mais detalhadas e complexas. Maquetes e projetos podem ser produzidas em pouco tempo.

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Fonte Hometeka

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Fonte Fluxo Consultoria

Medicina

Os avanços no campo da medicina tem sido feita com materiais biocompatíveis. As peças podem estar em contato com alimentos ou tecidos humanos e até mesmo serem implantadas no corpo sem riscos.

#Ossos

Impressão de protótipos de ossos em 3D já é a usada na Escócia tornando as cirurgias ósseas muito mais precisas. Uma produção artesanal de protótipos dessa bacia, por exemplo, levava semanas e não saía por menos de US$ 3,9 mil. Agora, demora 12 horas e custa US$ 570. Moral da história: ficou mais rápido e mais acessível tratar o paciente.

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Protótipo de uma bacia impresso em 3D. Fonte Revista Galileu

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Médico chinês Liu Zhongjun mostra uma vértebra produzida com impressora 3D, que foi implantada em um paciente de 12 anos com câncer nos ossos. Fonte Banco da Saúde

#Planejamento cirúrgico

Réplicas do rosto de pacientes feitas com impressoras 3D ajudam a planejar cirurgias de reconstituição da face. Estas próteses ajudam a orientar os cirurgiões e a realizar incisões no local exato, diminuindo os riscos de erros.

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Fonte Mariana Paschoal/ VEJA

#Órgãos

Para o futuro, a grande promessa são órgãos humanos impressos em 3D com células do próprio paciente, chamado de biomaterial. Nos EUA já foi impresso protótipos de tecido do fígado que reproduzem a composição e arquitetura natural. O objetivo destes testes é salvar a vida de pessoas que estão na lista de espera por um transplante – no Brasil, mais de 42 mil indivíduos esperam por um órgão – a bioimpressão também pouparia a vida de milhares de animais que são usados para testes de produtos.

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Fonte Dino

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Fonte Wake Forest Baptist Medical Center

#Odontologia

Outro segmento que vem sendo impactado pelas impressoras 3D são os consultórios odontológicos. São muitos os profissionais que já usam protótipos  impressos em 3D para a simulação da mordida, diminuindo as chances de erro e retrabalho.

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Fonte Dental Diagnóstico

Rodovia

Os primeiros a utilizar a tecnologia 3d na fabricação de peças, ferramentas e protótipos foram as indústrias automotiva ou aeronáutica.

#1 Peças para caminhão e ônibus

A MAN Latin America trabalha para a produção de cerca de 250 peças  de protótipos impressos em 3d ao ano. A fabricante de caminhões e ônibus Volkswagen e MAN, também passou a recorrer à tecnologia para produzir itens de maior complexidade e ainda moldes para outras peças. Conseguimos uma redução de mais ou menos 80% no custo de elaboração dos componentes 

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Fonte Rodovia Brasil

#2 Peças para carro

Já a Ford é uma das pioneiras no uso da impressão 3D e comemorou a produção 500.000 de peças de protótipos com essa técnica. A marca usa a impressão 3D para produzir rapidamente peças de protótipos, encurtando em meses o tempo de desenvolvimento de componentes usados em todos os veículos, como cabeçotes, coletores de admissão e entradas de ar.

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Fonte Folha Vitória

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Fonte Ilterriorm

Design assento

Este protótipo serve para testar o que foi desenhado e detectar problemas de equilíbrio, por exemplo. Atualmente muitas escolas de design e arquitetura já utilizam esta tecnologia para prototipar uma ideia ou projeto, ao invés de utilizar o papel e caneta e acabar deixando no esquecimento alguns projetos.

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Fonte Stratasys

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Fonte Vila Bacana

Já a designer Lilian Van Daal, utilizou a impressão 3d para testar seu protótipo de assento para estofados, com bases macias e confortáveis.  Ela quer que o produto final seja produzido totalmente em uma impressora 3D.

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Fonte Trend Movel

Moda

Combinar diferentes tipos de tecidos com a impressão 3D, substituir o tecido pelo plástico flexível, ou montar uma malha em pequenos fragmentos articulados é uma forma de explorar novas facetas na moda e propor uma nova visão no setor têxtil. O objetivo é oferecer um produto personalizável e fabricar de acordo com a demanda, diminuindo o desperdício e ajudando o planeta.

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Fonte CiaIndumentaria

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Fonte LwtSistemas

Tecnologia da Informação

Ferramentas, acessórios para máquinas-ferramenta e ferramentas manuais também usam a modernidade da impressão 3D para seus protótipos. Vale ressaltar aqui que essas placas não tem como objetivo substituir as PCBs fabricadas em massa, e sim servir como ferramenta de prototipagem que pode ajudar a chegar no resultado final mais rápido.

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Fonte Gengscann Automação

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Fonte Kickstarter informatica-prototipo-impressora-3d

Gastronomia

E se na hora de comprar cartuchos novos para a impressora você pedisse sabores em vez de cores? A impressão 3D se aproxima da cozinha e já está em teste o desenvolvimento de um protótipo de impressora capaz de criar comida.

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Fonte Science Daily

E ai, curtiu?

Em resumo, podemos dizer que se você se considera uma pessoa criativa, tem gosto por aprender coisas novas e está sempre querendo criar, a impressão 3D é tiro certeiro para você materializar logo a sua ideia.

Use e abuse da Cammada e imprima seu protótipo com a gente!

 

#1 Protótipos impressos em 3d

As vantagens do protótipo impresso em 3d

Saiba a forma mais rápida e econômica de experimentar um projeto

Seja qual for o produto que sua empresa pretende desenvolver, criar um protótipo é crucial para o processo de design. Ao criar um protótipo, é possível simular uma versão “teste” do produto ou projeto e verificar quais os aspectos que valem a pena desenvolver de fato e quais partes precisam ser revisadas ou descartadas. Nesse processo, você pode acabar encontrando falhas que você ainda não havia notado ou sequer pensado.

Além disso, criar um protótipo permitirá que a equipe de desenvolvimento não somente avalie, mas também teste o produto antes de entrar em produção total e apresentar ao seu cliente.

É mais fácil aprendermos o conceito da ideia analisando modelos reais do que imaginários. Portanto, as prototipagens impressas em 3D promovem uma avaliação mais eficiente junto com o seu cliente antes de serem futuramente desenvolvidos, pois com o protótipo em mãos é possível avaliar, tocar e visualizar melhor cada detalhe, tornando assim uma melhor experiência e comunicação com o projeto a fim de guiar decisões.

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Protótipo de cadeira 3d, design Gemma Bernal, tecnologia impressa Polyjet. Fonte Diário Design.

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Acabamento cromado, aplicado a um protótipo de torneira impresso em 3D, com tecnologia Object, material verowhite. Fonte Diário Design.

Quais as vantagens da prototipagem?

  • Baixa demanda de tempo para desenvolvimento e consequentemente, baixo custo
  • Facilita a visualização do produto para o cliente desde a fase inicial
  • Possibilita receber o feedback do cliente em tempo ágil
  • Facilita o levantamento de requisitos e funcionalidades
  • Possibilita estimar de forma mais precisa a complexidade e tempo de desenvolvimento
  • Possibilita a realização de testes interativos
  • Reduz os esforços de desenvolvimento
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Protótipo de um coração artificial impresso em 3D. Fonte Engadget.

Conclusão

“É mais barato alterar um produto na sua fase inicial do que fazer alterações em um produto acabado. Estima-se que seja 100x (cem vezes) mais barato efetuar alterações antes de se começar a programar do que esperar que todo o desenvolvimento tenha sido efetuado.” Jakob Nielsen, 2013.

O objetivo da prototipagem impressa em 3d é testar cada funcionalidade de nosso produto antes de colocá-lo em produção e, assim, aumentar consideravelmente as chances de sucesso, otimizando tempo e reduzindo o esforço de desenvolvimento. Neste sentido, protótipos são necessários para trazer mais agilidade e assertividade nos processos de desenvolvimento.

Projetistas, designers, pesquisas científicas, escritórios de engenharia e de arquitetura, escolas técnicas ou estúdios, não se arrisquem! O importante é prototipar.

Ficou alguma dúvida? Converse com a equipe da CAMMADA!

 

#3 Não é magia. É 3D.

É verdade que fizeram um caiaque a partir da tecnologia de impressão 3D?

Em 2014 o engenheiro americano Jim Smith amante de caiaques decidiu fazer um para si mesmo através da impressão 3D. Para isso  utilizou-se do material plástico ABS com uma câmara aquecida para não haver rachaduras. O que impressiona é que o caiaque demorou apenas 42 dias e foi feito na mordomia de sua casa. No total foram realizadas 28 seções de impressão e Jim fez questão de utilizar cores diferentes com finalidade de apresentar melhor as peças.

Fonte da imagem: Revista Náutica – Jim Smith remando em seu caique.

O caiaque tem pouco mais de 5 metros, pesa 26,3 quilos e custou cerca de 500 dólares para ser impresso e montado.

Esse é mais um belo exemplo das inúmeras possibilidades que a impressão 3D oferece aos seus usuários. Mas não é preciso ter a impressão 3D em sua casa mais. A Cammada é uma plataforma que aproxima você dos grandes printers (empresas e pessoas que já possuem a impressão 3D) no cenário brasileiro e ainda simula o preço a partir de uma calculadora própria para isso.

Confira nossa galeria e veja mais exemplos do que é possível imprimir:

http://cammada.com/galeria

 

 

 

 

 

 

 

#1 – Materialize sua ideia

Uma entrevista especial com J.J Alves para mostrar como você pode materializar sua ideia com a impressão 3D

A tecnologia da impressão 3D vem criando oportunidades únicas para inúmeros segmentos do mercado. Com a finalidade de exemplificar melhor isso aos nossos internautas de plantão, a Cammada entrevistou José Alves, numa troca de mensagens por e-mail, que está utilizando a impressão 3D para constituir seu mais novo projeto de boardgame (jogo de tabuleiro) denominado “Hamelin: O incrível mundo do buraco de rato”.

Segue abaixo a entrevista completa:

  • Quem é José Alves?

Um sonhador que acredita que a imaginação é o remédio para muitas dores. Moro atualmente em Belém do Pará. Sou administrador e Escritor. Sou esperançoso quanto a vida e acredito que paz e a empatia precisam ser cultivados.

  • Hamelin é o nome do seu jogo. Por quê desse nome?

Hamelin: O incrível mundo do buraco de rato.

O nome Hamelin refere-se a um conto antigo chamado “O flautista de Hamelin” que reescrito pelos irmãos Grimm. O conto narra acontecimentos no mínimo peculiares de uma cidade infestada por ratos. Os governantes do local decidem contratar uma famoso flautista que diz que com sua flauta consegue encantar qualquer um. A ideia dos governantes é que o Flautista encante os ratos e os tire da cidade. Ao final a recompensa prometida pelos governantes não é paga. Um das variações deste conto em que vou me ater, é que, o Flautista por não ter sido pago e humilhado, retorna com todos os ratos para a cidade.

A escolha por um tema como esse é pela fascinação que a história possui de trabalhar as morais presentes na história e como as pessoas reagem diante de fatos não tão incomuns assim.

 

  • Qual é a história do jogo?

Conta uma lenda antiga que um conhecido gigante teria controlado todos em Hamelin por meio de uma flauta encantada.

Os ratos viviam amedrontados e receosos devido a esse tormento, até que um ratinho resolveu se rebelar contra o terrível algoz. Organizou, então, um pequeno exército e marchou contra o gigante, a fim de derrotá-lo. Mas o combate não foi necessário, pois o rato aproveitou que o gigante estava dormindo e furtou sua flauta encantada. Sem o artefato do poder, o gigante foi expulso para além dos domínios de Hamelin.

O rato assumiu o controle da cidade dos ratos e de todas as outras criaturas que ali habitavam, entre elas os gatos que ciumentos e muito astutos, viam o rato como inimigo e almejavam derrotá-lo. O rato, então, recebeu o título de Grande Rato e passou a comandar, recluso, todo o mundo do buraco de rato e suas infindáveis regiões.

O Grande Rato nomeou poderosos chefes de Estado para governar, influenciar o povo e abafar qualquer resistência. Os anos se passaram e o Grande Rato desapareceu, mas seu nome persistia e era sussurrado pelos becos de Hamelin. Aos poucos, o Grande Rato tornou-se uma lenda, um mito.

Heróis levantam-se contra o regime do Grande Rato e buscam desestabilizar o sistema, a fim de devolver o poder ao povo. Esses heróis são conhecidos como Paladinos. Eles são uma força de resistência à opressão. Nas ruas, sua presença é frequente e, aliados a outras raças, que compartilham com eles da mesma ideia, procuram desafiar as forças do Grande Rato. Mas eles sabem, as paredes têm ouvidos e todo cuidado é pouco.

  • Quem são os personagens do jogo?

São variados os personagens e alguns ainda estão sendo criados. Mas vamos para alguns protagonistas:

Ratáro é um engenheiro brilhante e muito criativo. Dirigir quaisquer veículos para este rato, torna-se uma tarefa fácil, além de desarmar qualquer artefato que possa mandar tudo pelos ares.

Ratina é uma policial exemplar da corporação ‘Faro’. Desde jovem seu maior desejo era tornar esse mundo um local melhor para viver. Ela faz parte de uma geração que não se permite implantes biônicos e outras tecnologias para aumentar suas capacidades.

Ralice é uma famosa espiã e assassina. Ela era uma das Chefes de Estado do Grande Rato, mas despertou para o inevitável e percebeu que o sistema era cruel com os mais fracos. Numa ocasião, sua irmã foi levada por Drakon, uma cobra executiva cheia de veneno, para uma prisão eterna, uma prisão para a mente. Após esse episódio, Ralice jurou vingança e prometeu resgatar a irmã e lutar contra toda opressão do regime do Grande Rato.

Rói J é um caçador de recompensas. Um ex-policial da corporação de elite, conhecida como ‘Faro’. Um evento controverso o fez deixar a corporação. Mas uma vez ‘Faro, sempre Faro’, e ele permanece usando o uniforme, mesmo realizando operações à margem da lei.

O Rato de Esgoto foi abandonado para morrer no esgoto, este rato cresceu em meio a diversidade e violência do submundo e Hamelin. Suas habilidades foram forjadas nos ambientes úmidos e pútridos dos esgotos.

Grande Rato é o próprio sistema do jogo. É ele quem comanda as hordas de vilões para abafar a resistência dos Paladinos. Ele não aparece no jogo é uma referência de comando que favorece as teorias conspiratórias. O personagem foi criado baseado no personagem Big Brother no romance 1984 do escritor George Orwell.

Existem mais de 25 personagens criados, entre Paladinos(jogadores), vilões secundários e Boss.

  • A jogabilidade desenvolvida?

Cooperativo, Jogo em Equipe, Rolagem de Dados e Seleção de Cartas.

  • Por que a escolha de desenvolver as peças com a impressão 3D?

Creio que o apelo deste produto requer miniaturas. A escolha pela impressão 3D é uma forma de promover o jogo para o mercado. Há outras alternativas que estão sendo estudadas, mas o fato de usar a tecnologia me permite experimentar certas nuanças do projeto antes de dá-lo como finalizado.

  • Onde você conheceu a Cammada?

Através da Internet. Fiz uma intensa pesquisa através de notícias. Relacionei as informações com os sites que estavam publicando as notícias, procurei saber quem estava por trás do empreendimento para só então começar a parceria do serviço.
Minha intenção é desenvolver mais produtos relacionados a impressão 3D para outros jogos. Estou com uma ideia de trabalhar encaixes para os personagens, uma ideia que pode agregar mais valor ao produto.

Como será feito sua comercialização ?

Ele será comercializado, mas não tenho meta ainda proposta, esse não é o momento de estabelecer pontos para o lançamento. O mercado é complexo e adiantar algo sem o devido planejado pode causar o fracasso do projeto. Além disso, o mercado nacional é extremamente.

Sobre como será a comercialização, os modelos são os seguintes:

1 – Parceria com uma editora;

2 – Financiamento coletivo;

3 – Pré-venda pelo site do jogo;

Segue aqui os endereços de informações sobre o jogo:

https://ludopedia.com.br/jogo/hamelin-o-incrivel-mundo-do-buraco-de-rato

www.jjalves.com.br

https://www.facebook.com/jogodetabuleirohamelin/