#4 Cammaradas inspiradores

As mãos do futuro

Próteses de mãos impressas em 3D trazem qualidade de vida e sorriso para crianças com deficiência

A Dra. Maria Elizete Kunkel, professora adjunta de Engenharia Biomédica da UNIFESP, é formada em física na UFC (faculdade federal do Ceará), fez mestrado da USP em biomecânica, e PhD em Biomecânica (Universität Ulm, Alemanha). Hoje é coordenadora do projeto Mão3D Programa de Pesquisa e Extensão – Protetização e Reabilitação de Membro Superior com Tecnologia de Impressão 3D e hoje ela bate um papo com a gente para falar sobre o mundo da impressão 3D e seus projetos.

  1. Como surgiu a ideia de executar o projeto de próteses de mãos impressas em 3D?

Depois de fazer doutorado na Alemanha, voltei para o Brasil e me vi na mesma situação que a maioria das pessoas que terminam os estudos. Você tem que dar continuidade a pesquisa(ou a mesma pesquisa da área de estudo) ou o ideal é formar uma nova pesquisa. Preferi a segunda opção pois queria trabalhar já com próteses e órteses, mas não sabia exatamente o que.

  1. Quais foram as dificuldades encontradas para implementar esse projeto? (Podem ser dificuldades técnicas e/ou burocráticas.)

Após o meu período na UFBC, fazendo os testes com os primeiros voluntários, eu acabei descobrindo que tinha muitas dificuldades do projeto. Apesar de ser basicamente baixar pela internet o modelo, e imprimir, não era só isso. Então eu fui estruturando o que é que o projeto na área de prótese tem que ter para ele realmente funcionar.  E assim fui implementando alguns conceitos que até então não eram utilizados na pesquisa. Nós criamos inicialmente a reunião dos alunos aqui da Unifesp no curso de engenharia biomédica, fizemos uma campanha de crowdfunding o que foi o passo inicial para a gente começar a pesquisa.

Eu entrei aqui em 2014, em um momento em que se falava na universidade que o dinheiro da pesquisa tinha acabado, não se tinha mais recurso, e quem entrasse naquele momento, não teria laboratório. Não se tinha nada para fazer pesquisa pois começou a ficar uma situação que havia uma limitação muito grande de recursos. Editais foram sendo cancelados, foram cortados. Então eu já entrei na universidade com essa realidade, não tinha dinheiro para nada. Eu tive que ir empreendendo, no sentido de encontrar uma solução para reunir uma estrutura para desenvolver a pesquisa. E que eu pudesse dar continuidade nessa pesquisa também. Para isso contei com ajuda de muitos voluntários e alunos da graduação e do mestrado da universidade,  pessoas de fora. E as dificuldades foram sendo superadas à medida que a gente foi encontrando uma solução. Por exemplo, não é só imprimir a prótese. Você vai baixar o modelo, e depois imprimir. Mas ela tem que ser escalado exatamente para o tamanho daquela pessoa. Essas provas foram feitas em cima modelos americanos, sendo que a estrutura e proporção do brasileiro é diferente.

Então a gente tem que ter em mente que para trabalhar nessa área, uma pessoa só não vai dar conta, tem que ter o design, um engenheiro mecânico e a pessoa para trabalhar só na parte da impressão. E aí tem a participação muito importante dos profissionais da área da saúde, porque sem a estrutura da área da saúde, você tem uma prótese que não será funcional. Começamos a ter a colaboração de pessoas dessa área, e principalmente de terapeutas ocupacionais. A gente percebeu que não era só fazer a prótese, era fazer a prótese com a participação da pessoa que iria utilizá-la depois. E também fazer uma boa boa reabilitação. E esse modelo utilizando prótese de membro superior feita por impressão 3D, não existia nada no Brasil não tinha nenhum livro, nem manual e nenhuma orientação. As pessoas que trabalham com Terapia Ocupacional saem da universidade sem nunca ter trabalhado com esse tipo de instrumento. Nós praticamente começamos do zero, aprendendo, errando e fazendo da maior e melhor maneira possível.

Próteses de mãos impressas em 3D.

E outras dificuldades foram da parte de legislação, quando começaram a surgir esses modelos de próteses, não se sabia muito a respeito dos registros legais e reconhecimentos de médicos profissionais. Eu fui estruturando o que pode e o que não pode, e a gente foi tentando resolver. Por exemplo, a prótese no Brasil precisa ser prescrita por alguém da área da saúde, pois ela é um dispositivo médico.  Eu posso fazer uma prótese, mas eu não posso dar diretamente para uma pessoa, eu posso ter um terapeuta ocupacional no grupo que vai para prescrever a prótese, então ele vai assinar por esse documento.

Em relação a ANVISA, a princípio avisa não sabiam muito o que dá de resposta para nossas perguntas. Depois de alguns eventos lá, eles definiram que esse tipo de prótese pode ser feito, não precisa ter o registro da Anvisa contanto que ela não seja vendida. Então para comercializar uma prótese de membro superior tem que ter um registro da ANVISA. Como nosso caso, nós criamos um projeto social em que nosso objetivo era fazer, aprender, realizar a pesquisa e fazer a doação. Nós não tivemos que enfrentar essa dificuldade de ter o registro da estrutura onde vai ser produzida a prótese.

Em relação a burocracias, foram todas essas questões que a gente foi contornado. Eu fui tentando conseguir bolsas para manter um pouco mais os alunos no laboratório, para dar uma estrutura em que eles pudessem ficar no laboratório.

E a gente foi fazendo contato com as empresas também, isso foi uma ponto muito importante porque estavam surgindo novas empresas no Brasil criando impressoras 3D de baixo custo, e elas queriam mostrar para a sociedade também que essas impressoras teriam a possibilidade de desenvolver vários dispositivos, inclusive uma prótese que poderia ajudar alguém a ter um pouco mais de independência. Nós começamos a fazer contato com as empresas que algumas doaram materiais, outras a própria prótese. E as pessoas começaram ajudar no sentido de acessórios para fazer as próteses, e como estamos em uma universidade federal nós não podemos receber doações monetárias em dinheiro, tem todo um trâmite para isso e nós optamos por não receber dinheiro. Mas nós temos recebido colaboração de empresas nesse sentido. Para utilizar um scanner que a gente não tinha, um laboratório de uma empresa que faz escaneamento leva o paciente lá sem cobrar nada por isso. Nós fomos contornando de um jeito que hoje eu tenho uma estrutura montada, eu tenho um laboratório, tem material para trabalhar e ainda bem que a gente teve sempre a colaboração de pessoas voluntárias que muitas vezes entram no projeto participam sem nenhum interesse, às vezes a pessoa entra lá e não quer nem fazer o mestrado ou outro título, ela realmente só ajudar e colaborar.

  1. Comparando com métodos de fabricação tradicionais, como a impressão 3D ajudou na produção das próteses biomecânicas?

Falando ainda só sobre as próteses de membro superior, o processo convencional de uma de produzir uma prótese de membro superior consiste em a pessoa tem que ir lá na clínica que geralmente tem uma oficina que faz as medidas. Então a pessoa  tem que ir lá na cidade onde se faz a aquisição dessas medidas, depois é feito o modelo específico para aquela pessoa. Se ela tem uma necessidade de uma prótese de membro superior, tem que ser avaliado qual nível de amputação, qual é a necessidade dela. A prótese pode ter uma função só estética, de apenas parecer com uma mão real, ou ela pode ser uma prótese articulada mas de um modo mecânico, ou ela pode ser mil elétrica quando é automática e tem motores adoradores que o movimento de determinado músculo vai fazer o acionamento dessa prótese. Esses três tipos  têm uma variação de custo que depende da qualidade que ela é feita. Essas próteses mais automatizadas que eu falei elas geralmente são importadas e elas têm um custo muito alto que pode chegar de R$100.000 a R$ 200.000. É um dispositivo inacessível financeiramente para uma boa parte da população.

As pessoas que precisam de uma prótese são  crianças que nasceram com essa deformidade, que durante a gestação não formaram as mãos. E uma criança para receber uma prótese é bem complicado porque a criança vai crescendo e ela precisa trocar a prótese, por esse motivo o SUS não fornece prótese de membro inferior para crianças, somente quando elas param de crescer atingindo a fase adulta.

Outro exemplo de pessoa que precisa de prótese,  são as pessoas que trabalham e tiveram um acidente de trabalho e perderam parte da mão. Tem casos também de pessoas que sofreram tiveram câncer ou alguma outra doença, mas o grande número mesmo de pessoas com necessidade da prótese são as que tiveram acidente de trabalho. Essas pessoas que trabalham com a mão porque justamente são trabalhadores manuais, não tem uma formação em outra área. Com isso, quando tem um acidente que essa pessoa perde a mão e  não recebe uma outra mão ela vai ficar sem, pois a lista de espera do SUS é muito grande, e a qualidade das próteses são muito limitadas.

Se escuta muito caso em que a prótese não foi bem adaptada para o tamanho da pessoa causando uma taxa de pessoas que abandonam o uso das próteses convencionais muito alta, em torno de 90%.

A vantagem da impressora 3D é que você pode fazer em diferentes materiais. Nós utilizamos um método aqui que ele usa basicamente polímeros (plástico), você tem variação de cores desses materiais, alguns são mais resistentes e mais leves do que outros materiais convencionais. Existe a opção de mudar o design da prótese, podendo ter a liberdade de fazer o modelo que você quiser. Inclusive são feitos próteses com desenhos que remetem ao super-herói, e são estímulos muito grandes para as crianças utilizarem.  Aquelas crianças não se sentem como se tivesse perdido a deficiência, mas elas têm agora o diferencial que as outras crianças admiram. Isso ajuda na reabilitação também. E outra vantagem é que as impressoras que nós utilizamos, são de baixo custo. Então não precisaria de um equipamento muito caro para desenvolver as próteses.

Os modelos que nós utilizamos são Open Design, eles têm uma licença que permite que qualquer pessoa baixe e utilize e até  melhore o modelo, mas ele não pode ser vendido. Ninguém pode monetizar em cima dessas próteses. Já tiveram muitos casos polêmicos de pessoas que acharam que iam ficar ricas com esse modelo e começaram a fazer as próteses e vender. Por fim, a A1 internacional ficou sabendo, então essa pessoa praticamente ficou queimada no mercado. Esses são os projetos que eles só chegaram ao ponto em que eles estão porque é um trabalho colaborativo, todo mundo que trabalha está fazendo para o bem daquela pessoa que vai receber.  Mas infelizmente sempre tem alguém que acha que tem um caminho mais rápido de conseguir ganhar dinheiro em cima de uma deficiência, ou de uma dificuldade que uma pessoa tem. 

  1. Em relação ao resto do mundo, como está o Brasil na confecção de próteses impressas em 3D?

A ong ANAB que foi criada nos Estados Unidos ela tem ramificações em vários países, em que estão utilizando os modelos. No nosso caso criamos um projeto próprio,  um programa de extensão dentro da Universidade chamado “Mãos 3D”, e dentro desse programa nós começamos a fazer pesquisas de vários outros tipos de próteses. Com o norral que nós tivemos em produzir as próteses de membro superior basicamente prótese de mão e braço, nós começamos a levantar a possibilidade de utilizar a mesma metodologia para fazer outros tipos de próteses e órteses.

Hoje eu tenho no grupo mais ou menos 12 projetos, onde temos a possibilidade de desenvolver próteses ou órteses de várias partes do corpo. A gente fala que é da cabeça ao pé porque nós temos prótese de orelha que está sendo desenvolvido, de nariz, membro superior, prótese ou órtese para membro inferior, tem também um modelo de prótese/órtese de quadril para bebês precisam ficar imobilizados no quadril durante muito tempo. Também temos um projeto que estamos desenvolvendo junto com hospital municipal, onde o objetivo final é que a prótese vá para o mercado na forma de doação, projeto social ou mesmo comercializado.

Tem um projeto de mestrado que foi concluído agora, onde minha aluna desenvolveu uma  prótese de orelha, que foi desenvolvida uma startup, e ela já está comercializando para o  Brasil inteiro.

Os projetos que nós desenvolvemos são bem pés no chão. Muitos alunos chegam para mim com idéias maravilhosas e fantásticas para fazer uma prótese usando o poder da mente, os ângulos, símbolo, elétron… Mas eu sempre tento colocar os pés no chão. Qual projeto que conseguimos fazer em dois anos e que já seja utilizado pelas pessoas? Por isso tem que ser algo simples e funcional.

Ou seja, para um projeto inovador, vamos ter que usar todos os recursos da tecnologia que são de baixo custo e que tenha um resultado lá na frente. Então com essa ideia das próteses nós começamos a desenvolver vários projetos que são os que eu tenho hoje no meu grupo de pesquisa.

  1. Além das inúmeras vantagens práticas, as próteses impressas em 3D resgatam a autoestima de crianças e adultos de forma econômica. Como facilitar ainda mais o acesso das pessoas com deficiência às próteses?

No Brasil nós temos um número muito alto de pessoas com deficiência. Desde o começo, quando entramos para fazer o projeto, eu busquei grupos sobre esse assuntos e vivências nas redes sociais para conhecer um pouco mais a realidade das pessoas. Eu acho que isso é um diferencial também dos nossos projetos, nós não ficamos somente lá dentro da Universidade no laboratório.  Nós temos muitas atividades fora, então cada vez que você interage com as pessoas que precisam das próteses, a gente aprende muito. Então nesses grupos virtuais a gente vai aprendendo muito sobre a realidade deles. E conversamos também muito com as pessoas da área da saúde, com as empresas que produzem esse tipo de dispositivo. Queremos chegar ao ponto em que nós tenhamos um dispositivo que seja de baixo custo mas que tenha uma boa funcionalidade.

  1. Como facilitar ainda mais o acesso das pessoas com deficiência às próteses?

Essa pergunta eu não sei te explicar qual seria a melhor alternativa. O ideal seria que tivesse implantada dentro do SUS, se tivesse um  órgão público que se responsabilizaria para fazer toda essa logística. Mas eu acho também que é complicado de ser desenvolvido no SUS, porque é tudo muito novo e muito recente no Brasil.  O que existe são ações pontuais como a nossa que tentam atender aqui e ali um número x de pessoas. Nós não fazemos chamadas e não temos lista de espera, as pessoas vão entrando em contato e nós vamos priorizando de acordo com quem tem mais necessidade. Por exemplo uma criança que nasceu sem as mãos ela já nasceu sem e está adaptada em viver sem elas. É um direito dela querer uma prótese, a gente tem interesse em que a criança tenha a oportunidade de escolher se ela quer ficar ou não com a prótese.  Mas quando aparece por exemplo, uma criança que perdeu a mão por conta de um acidente, já é uma prioridade maior porque a criança vai ter que se adaptar, e o ideal seria ela se adaptar com uma prótese também. O que não significa que todas as crianças que receberam as próteses continuem usando as próteses. Nós temos uma psicóloga também. que acompanha todo o processo de adaptação da criança, ela falou uma vez que é importante que a criança que possui uma deficiência, seja de nascimento ou adquirida, que ela tem a oportunidade de testar um dispositivo e depois ela vai falar se quer ou não utilizar. Isso para o desenvolvimento dela é melhor do que ela pensar “se eu tivesse uma mão eu seria feliz” ou “eu não sou feliz porque eu não tenho, porque eu sou pobre”. Desburocratizar isso é muito importante, porque a criança  vai ter oportunidade de escolher o que que ela quer para ela.

  1. Pode falar um pouco sobre o seu sentimento com a realização deste trabalho?

Nós vamos continuar chamando de mão 3D mas o nome é “grupo de biomecânica e forense” mas o que se tornou popular foi o nome do projeto do programa social.  Os projetos que eu oriento, a minha função é pegar uma ideia e pegar uma pessoa que quer trabalhar naquela ideia, e unir pessoas para trabalhar em conjunto para desenvolver aquela ideia. Disponibilizo uma estrutura em que tenha impressora, computadores, material de pesquisa que possa ser desenvolvido para aquela ideia, publicar sobre isso e divulgar. Nós mostramos todos nossos resultados, os que dão e os que não dão certo, nós utilizamos muito as redes sociais para isso. Tanto o Facebook, Instagram ou no nosso site tem muita informação e eu sempre peço para que os alunos mostrem o que eles estão fazendo e comentando sobre. Porque às vezes um vídeo que você faz de um minuto e coloca no Instagram, já pode motivar um outro grupo lá do outro lado do Brasil a desenvolver a mesma metodologia e atingir uma população que a gente não teria acesso.

Agora nós já estamos tentando fazer próteses a distância, utilizando recursos de telemedicina, pegar as imagens, fazer contato pela internet ou mesmo molde de gesso.  Nós estamos para entregar agora a primeira prótese de um menino que perdeu as duas mãos depois de uma meningite, em Rondônia. É a primeira vez que estamos fazendo a distância, pode ser que não dê certo, mas pode ser que dê.Com isso estamos sempre tentando superar as limitações do projeto e mostrar isso para que as pessoas se motivem ou se inspirem a fazer trabalhos parecidos. Porque nós temos a plena consciência de que a gente não consegue atender nem o nosso estado, imagina o Brasil todo.  Não é essa a missão do projeto, mas a medida do possível nós atendemos quando é viável.

Em relação aos meus sentimentos ao trabalho, para mim não é trabalho. Na verdade quando eu estou fazendo a orientação dos projetos, a cada projeto eu penso que aquele projeto vai ser uma possível solução para um problema que já tem na sociedade.

As vezes eu estou corrigindo a dissertação de mestrado ou vendo as normas da ABNT e está tudo correto. Parece muito que é apenas um projeto de pesquisa, mas ao mesmo tempo que eu faço isso, eu recebo mensagem no WhatsApp mandando uma foto do seu filho que não tem a mão, de um problema que precisaria tirar a orelha, que está com depressão precisa de uma prótese de orelha. Então quando você tem esse paralelo, está desenvolvendo a pesquisa e tem uma necessidade muito real perto de você. Por isso eu digo que não é trabalho, porque trabalho para mim é algo que é mais obrigação,e que você pensa no salário no final do mês.

Todos que trabalham nos projetos veem e precisam ver que não é trabalho, é pesquisa, desenvolvimento profissional e criatividade. É um trabalho voluntário.  Eventualmente as pessoas vão sair daqui com uma experiência e alguns vão sair com o título de mestre em engenharia biomédica. Mas tem alguma coisa maior que é a colaboração e desenvolver, é criar e usar todo aquele conhecimento de matemática, física da parte da engenharia para criar um produto que seja realmente algo vivo e que alguém vá utilizar. Nós fizemos esse projeto com objetivo de dar opção para pessoa que está do outro lado esperando.

Então meus sentimentos e relação ao projeto é de satisfação e gratidão, por ter encontrado uma linha de pesquisa em que é algo que eu gosto de fazer, que motiva as pessoas e que a gente está ajudando outras pessoas também.

Hoje eu não consigo dar conta do número de pessoas que me procuram querendo participar dos projetos, tem até algumas pessoas ficam chateadas e escrevem lá no Instagram “aí eu queria ajudar, mas vocês não deixam”. Infelizmente a gente não consegue atender o número grande de pessoas que nos procuram.

 

 

#2 Protótipos impressos em 3d

Modelos geniais de protótipos impressos em 3d

A tecnologia traz grande promessa para prototipagens

Antes da impressão 3D, os protótipos envolviam altos custos e quase eram tratados como se fossem um projeto, perdendo muito tempo com ajustes e revisões. Agora diversos protótipos impressos em 3D permitem uma fabricação muito mais rápida e que as decisões sejam tomadas em curto período de tempo, com baixo investimento

A adoção da impressão 3D em meios industriais está causando grande impacto nos processos produtivos de vários empreendimentos. Rotinas internas passaram a ser mais eficazes, a criação de protótipos mais econômica, e os modelos de negócios mais inovadores. A seguir, separamos alguns modelos geniais prototipagem para você se inspirar e tirar a sua ideia do papel.

Joias

No desenvolvimento e fabricação de joias, ter um protótipo é importante para saber se a peça planejada funciona, se o resultado ficou dentro do esperado e, também, para nortear o desenvolvimento das peças em grande volume, aprimorando todo o processo.

joia-prototipos-impressos-3d-moda

Fonte Jewels

joia-prototipos-impressos-3d-moda

Fonte 3Devas

Fone de ouvido

A prototipagem e o desenvolvimento desse fone de ouvido foi totalmente feita numa impressora 3D. O primeiro produto que a Print+ desenvolveu é um fone de ouvido inovador. Ele pode ser montado sem precisar usar solda, cola ou parafuso.

fone-ouvido-objeto-prototipos-impressos-3d

Fonte Print+

Arquitetura

As impressoras 3D ajudam a aprimorar a produção de modelos arquitetônicos com estruturas mais detalhadas e complexas. Maquetes e projetos podem ser produzidas em pouco tempo.

casa-prototipos-impressos-3d

Fonte Hometeka

casa-prototipos-impressos-3d

Fonte Fluxo Consultoria

Medicina

Os avanços no campo da medicina tem sido feita com materiais biocompatíveis. As peças podem estar em contato com alimentos ou tecidos humanos e até mesmo serem implantadas no corpo sem riscos.

#Ossos

Impressão de protótipos de ossos em 3D já é a usada na Escócia tornando as cirurgias ósseas muito mais precisas. Uma produção artesanal de protótipos dessa bacia, por exemplo, levava semanas e não saía por menos de US$ 3,9 mil. Agora, demora 12 horas e custa US$ 570. Moral da história: ficou mais rápido e mais acessível tratar o paciente.

medicina-prototipos-impressos-3d

Protótipo de uma bacia impresso em 3D. Fonte Revista Galileu

medicina-prototipos-impressos-3d

Médico chinês Liu Zhongjun mostra uma vértebra produzida com impressora 3D, que foi implantada em um paciente de 12 anos com câncer nos ossos. Fonte Banco da Saúde

#Planejamento cirúrgico

Réplicas do rosto de pacientes feitas com impressoras 3D ajudam a planejar cirurgias de reconstituição da face. Estas próteses ajudam a orientar os cirurgiões e a realizar incisões no local exato, diminuindo os riscos de erros.

rosto-medicina-prototipos-impressos-3d

Fonte Mariana Paschoal/ VEJA

#Órgãos

Para o futuro, a grande promessa são órgãos humanos impressos em 3D com células do próprio paciente, chamado de biomaterial. Nos EUA já foi impresso protótipos de tecido do fígado que reproduzem a composição e arquitetura natural. O objetivo destes testes é salvar a vida de pessoas que estão na lista de espera por um transplante – no Brasil, mais de 42 mil indivíduos esperam por um órgão – a bioimpressão também pouparia a vida de milhares de animais que são usados para testes de produtos.

medicina-orgao-prototipos-impressos-3d

Fonte Dino

medicina-orgao-prototipos-impressos-3d

Fonte Wake Forest Baptist Medical Center

#Odontologia

Outro segmento que vem sendo impactado pelas impressoras 3D são os consultórios odontológicos. São muitos os profissionais que já usam protótipos  impressos em 3D para a simulação da mordida, diminuindo as chances de erro e retrabalho.

odontologia-medicina-prototipos-impressos-3d

Fonte Dental Diagnóstico

Rodovia

Os primeiros a utilizar a tecnologia 3d na fabricação de peças, ferramentas e protótipos foram as indústrias automotiva ou aeronáutica.

#1 Peças para caminhão e ônibus

A MAN Latin America trabalha para a produção de cerca de 250 peças  de protótipos impressos em 3d ao ano. A fabricante de caminhões e ônibus Volkswagen e MAN, também passou a recorrer à tecnologia para produzir itens de maior complexidade e ainda moldes para outras peças. Conseguimos uma redução de mais ou menos 80% no custo de elaboração dos componentes 

rodovia-peca-prototipos-impressos-3d

Fonte Rodovia Brasil

#2 Peças para carro

Já a Ford é uma das pioneiras no uso da impressão 3D e comemorou a produção 500.000 de peças de protótipos com essa técnica. A marca usa a impressão 3D para produzir rapidamente peças de protótipos, encurtando em meses o tempo de desenvolvimento de componentes usados em todos os veículos, como cabeçotes, coletores de admissão e entradas de ar.

carro-prototipos-impressos-3d

Fonte Folha Vitória

carro-prototipos-impressos-3d

Fonte Ilterriorm

Design assento

Este protótipo serve para testar o que foi desenhado e detectar problemas de equilíbrio, por exemplo. Atualmente muitas escolas de design e arquitetura já utilizam esta tecnologia para prototipar uma ideia ou projeto, ao invés de utilizar o papel e caneta e acabar deixando no esquecimento alguns projetos.

cadeira-prototipos-impressos-3d

Fonte Stratasys

cadeira-prototipos-impressos-3d

Fonte Vila Bacana

Já a designer Lilian Van Daal, utilizou a impressão 3d para testar seu protótipo de assento para estofados, com bases macias e confortáveis.  Ela quer que o produto final seja produzido totalmente em uma impressora 3D.

cadeira-prototipos-impressos-3d

Fonte Trend Movel

Moda

Combinar diferentes tipos de tecidos com a impressão 3D, substituir o tecido pelo plástico flexível, ou montar uma malha em pequenos fragmentos articulados é uma forma de explorar novas facetas na moda e propor uma nova visão no setor têxtil. O objetivo é oferecer um produto personalizável e fabricar de acordo com a demanda, diminuindo o desperdício e ajudando o planeta.

moda-prototipos-impressos-3d

Fonte CiaIndumentaria

moda-prototipos-impressos-3d

Fonte LwtSistemas

Tecnologia da Informação

Ferramentas, acessórios para máquinas-ferramenta e ferramentas manuais também usam a modernidade da impressão 3D para seus protótipos. Vale ressaltar aqui que essas placas não tem como objetivo substituir as PCBs fabricadas em massa, e sim servir como ferramenta de prototipagem que pode ajudar a chegar no resultado final mais rápido.

informatica-prototipos-impressos-3d

Fonte Gengscann Automação

informatica-prototipos-impressos-3d

Fonte Kickstarter informatica-prototipo-impressora-3d

Gastronomia

E se na hora de comprar cartuchos novos para a impressora você pedisse sabores em vez de cores? A impressão 3D se aproxima da cozinha e já está em teste o desenvolvimento de um protótipo de impressora capaz de criar comida.

gastronomia-prototipos-impressos-3d

Fonte Science Daily

E ai, curtiu?

Em resumo, podemos dizer que se você se considera uma pessoa criativa, tem gosto por aprender coisas novas e está sempre querendo criar, a impressão 3D é tiro certeiro para você materializar logo a sua ideia.

Use e abuse da Cammada e imprima seu protótipo com a gente!

 

#1 Protótipos impressos em 3d

As vantagens do protótipo impresso em 3d

Saiba a forma mais rápida e econômica de experimentar um projeto

Seja qual for o produto que sua empresa pretende desenvolver, criar um protótipo é crucial para o processo de design. Ao criar um protótipo, é possível simular uma versão “teste” do produto ou projeto e verificar quais os aspectos que valem a pena desenvolver de fato e quais partes precisam ser revisadas ou descartadas. Nesse processo, você pode acabar encontrando falhas que você ainda não havia notado ou sequer pensado.

Além disso, criar um protótipo permitirá que a equipe de desenvolvimento não somente avalie, mas também teste o produto antes de entrar em produção total e apresentar ao seu cliente.

É mais fácil aprendermos o conceito da ideia analisando modelos reais do que imaginários. Portanto, as prototipagens impressas em 3D promovem uma avaliação mais eficiente junto com o seu cliente antes de serem futuramente desenvolvidos, pois com o protótipo em mãos é possível avaliar, tocar e visualizar melhor cada detalhe, tornando assim uma melhor experiência e comunicação com o projeto a fim de guiar decisões.

prototipo-design-3d-cadeira

Protótipo de cadeira 3d, design Gemma Bernal, tecnologia impressa Polyjet. Fonte Diário Design.

prototipo-design-3d-objeto

Acabamento cromado, aplicado a um protótipo de torneira impresso em 3D, com tecnologia Object, material verowhite. Fonte Diário Design.

Quais as vantagens da prototipagem?

  • Baixa demanda de tempo para desenvolvimento e consequentemente, baixo custo
  • Facilita a visualização do produto para o cliente desde a fase inicial
  • Possibilita receber o feedback do cliente em tempo ágil
  • Facilita o levantamento de requisitos e funcionalidades
  • Possibilita estimar de forma mais precisa a complexidade e tempo de desenvolvimento
  • Possibilita a realização de testes interativos
  • Reduz os esforços de desenvolvimento
prototipo-design-3d-orgao-medicina

Protótipo de um coração artificial impresso em 3D. Fonte Engadget.

Conclusão

“É mais barato alterar um produto na sua fase inicial do que fazer alterações em um produto acabado. Estima-se que seja 100x (cem vezes) mais barato efetuar alterações antes de se começar a programar do que esperar que todo o desenvolvimento tenha sido efetuado.” Jakob Nielsen, 2013.

O objetivo da prototipagem impressa em 3d é testar cada funcionalidade de nosso produto antes de colocá-lo em produção e, assim, aumentar consideravelmente as chances de sucesso, otimizando tempo e reduzindo o esforço de desenvolvimento. Neste sentido, protótipos são necessários para trazer mais agilidade e assertividade nos processos de desenvolvimento.

Projetistas, designers, pesquisas científicas, escritórios de engenharia e de arquitetura, escolas técnicas ou estúdios, não se arrisquem! O importante é prototipar.

Ficou alguma dúvida? Converse com a equipe da CAMMADA!

 

#3 Não é magia. É 3D.

É verdade que fizeram um caiaque a partir da tecnologia de impressão 3D?

Em 2014 o engenheiro americano Jim Smith amante de caiaques decidiu fazer um para si mesmo através da impressão 3D. Para isso  utilizou-se do material plástico ABS com uma câmara aquecida para não haver rachaduras. O que impressiona é que o caiaque demorou apenas 42 dias e foi feito na mordomia de sua casa. No total foram realizadas 28 seções de impressão e Jim fez questão de utilizar cores diferentes com finalidade de apresentar melhor as peças.

Fonte da imagem: Revista Náutica – Jim Smith remando em seu caique.

O caiaque tem pouco mais de 5 metros, pesa 26,3 quilos e custou cerca de 500 dólares para ser impresso e montado.

Esse é mais um belo exemplo das inúmeras possibilidades que a impressão 3D oferece aos seus usuários. Mas não é preciso ter a impressão 3D em sua casa mais. A Cammada é uma plataforma que aproxima você dos grandes printers (empresas e pessoas que já possuem a impressão 3D) no cenário brasileiro e ainda simula o preço a partir de uma calculadora própria para isso.

Confira nossa galeria e veja mais exemplos do que é possível imprimir:

http://cammada.com/galeria

 

 

 

 

 

 

 

#1 – Materialize sua ideia

Uma entrevista especial com J.J Alves para mostrar como você pode materializar sua ideia com a impressão 3D

A tecnologia da impressão 3D vem criando oportunidades únicas para inúmeros segmentos do mercado. Com a finalidade de exemplificar melhor isso aos nossos internautas de plantão, a Cammada entrevistou José Alves, numa troca de mensagens por e-mail, que está utilizando a impressão 3D para constituir seu mais novo projeto de boardgame (jogo de tabuleiro) denominado “Hamelin: O incrível mundo do buraco de rato”.

Segue abaixo a entrevista completa:

  • Quem é José Alves?

Um sonhador que acredita que a imaginação é o remédio para muitas dores. Moro atualmente em Belém do Pará. Sou administrador e Escritor. Sou esperançoso quanto a vida e acredito que paz e a empatia precisam ser cultivados.

  • Hamelin é o nome do seu jogo. Por quê desse nome?

Hamelin: O incrível mundo do buraco de rato.

O nome Hamelin refere-se a um conto antigo chamado “O flautista de Hamelin” que reescrito pelos irmãos Grimm. O conto narra acontecimentos no mínimo peculiares de uma cidade infestada por ratos. Os governantes do local decidem contratar uma famoso flautista que diz que com sua flauta consegue encantar qualquer um. A ideia dos governantes é que o Flautista encante os ratos e os tire da cidade. Ao final a recompensa prometida pelos governantes não é paga. Um das variações deste conto em que vou me ater, é que, o Flautista por não ter sido pago e humilhado, retorna com todos os ratos para a cidade.

A escolha por um tema como esse é pela fascinação que a história possui de trabalhar as morais presentes na história e como as pessoas reagem diante de fatos não tão incomuns assim.

 

  • Qual é a história do jogo?

Conta uma lenda antiga que um conhecido gigante teria controlado todos em Hamelin por meio de uma flauta encantada.

Os ratos viviam amedrontados e receosos devido a esse tormento, até que um ratinho resolveu se rebelar contra o terrível algoz. Organizou, então, um pequeno exército e marchou contra o gigante, a fim de derrotá-lo. Mas o combate não foi necessário, pois o rato aproveitou que o gigante estava dormindo e furtou sua flauta encantada. Sem o artefato do poder, o gigante foi expulso para além dos domínios de Hamelin.

O rato assumiu o controle da cidade dos ratos e de todas as outras criaturas que ali habitavam, entre elas os gatos que ciumentos e muito astutos, viam o rato como inimigo e almejavam derrotá-lo. O rato, então, recebeu o título de Grande Rato e passou a comandar, recluso, todo o mundo do buraco de rato e suas infindáveis regiões.

O Grande Rato nomeou poderosos chefes de Estado para governar, influenciar o povo e abafar qualquer resistência. Os anos se passaram e o Grande Rato desapareceu, mas seu nome persistia e era sussurrado pelos becos de Hamelin. Aos poucos, o Grande Rato tornou-se uma lenda, um mito.

Heróis levantam-se contra o regime do Grande Rato e buscam desestabilizar o sistema, a fim de devolver o poder ao povo. Esses heróis são conhecidos como Paladinos. Eles são uma força de resistência à opressão. Nas ruas, sua presença é frequente e, aliados a outras raças, que compartilham com eles da mesma ideia, procuram desafiar as forças do Grande Rato. Mas eles sabem, as paredes têm ouvidos e todo cuidado é pouco.

  • Quem são os personagens do jogo?

São variados os personagens e alguns ainda estão sendo criados. Mas vamos para alguns protagonistas:

Ratáro é um engenheiro brilhante e muito criativo. Dirigir quaisquer veículos para este rato, torna-se uma tarefa fácil, além de desarmar qualquer artefato que possa mandar tudo pelos ares.

Ratina é uma policial exemplar da corporação ‘Faro’. Desde jovem seu maior desejo era tornar esse mundo um local melhor para viver. Ela faz parte de uma geração que não se permite implantes biônicos e outras tecnologias para aumentar suas capacidades.

Ralice é uma famosa espiã e assassina. Ela era uma das Chefes de Estado do Grande Rato, mas despertou para o inevitável e percebeu que o sistema era cruel com os mais fracos. Numa ocasião, sua irmã foi levada por Drakon, uma cobra executiva cheia de veneno, para uma prisão eterna, uma prisão para a mente. Após esse episódio, Ralice jurou vingança e prometeu resgatar a irmã e lutar contra toda opressão do regime do Grande Rato.

Rói J é um caçador de recompensas. Um ex-policial da corporação de elite, conhecida como ‘Faro’. Um evento controverso o fez deixar a corporação. Mas uma vez ‘Faro, sempre Faro’, e ele permanece usando o uniforme, mesmo realizando operações à margem da lei.

O Rato de Esgoto foi abandonado para morrer no esgoto, este rato cresceu em meio a diversidade e violência do submundo e Hamelin. Suas habilidades foram forjadas nos ambientes úmidos e pútridos dos esgotos.

Grande Rato é o próprio sistema do jogo. É ele quem comanda as hordas de vilões para abafar a resistência dos Paladinos. Ele não aparece no jogo é uma referência de comando que favorece as teorias conspiratórias. O personagem foi criado baseado no personagem Big Brother no romance 1984 do escritor George Orwell.

Existem mais de 25 personagens criados, entre Paladinos(jogadores), vilões secundários e Boss.

  • A jogabilidade desenvolvida?

Cooperativo, Jogo em Equipe, Rolagem de Dados e Seleção de Cartas.

  • Por que a escolha de desenvolver as peças com a impressão 3D?

Creio que o apelo deste produto requer miniaturas. A escolha pela impressão 3D é uma forma de promover o jogo para o mercado. Há outras alternativas que estão sendo estudadas, mas o fato de usar a tecnologia me permite experimentar certas nuanças do projeto antes de dá-lo como finalizado.

  • Onde você conheceu a Cammada?

Através da Internet. Fiz uma intensa pesquisa através de notícias. Relacionei as informações com os sites que estavam publicando as notícias, procurei saber quem estava por trás do empreendimento para só então começar a parceria do serviço.
Minha intenção é desenvolver mais produtos relacionados a impressão 3D para outros jogos. Estou com uma ideia de trabalhar encaixes para os personagens, uma ideia que pode agregar mais valor ao produto.

Como será feito sua comercialização ?

Ele será comercializado, mas não tenho meta ainda proposta, esse não é o momento de estabelecer pontos para o lançamento. O mercado é complexo e adiantar algo sem o devido planejado pode causar o fracasso do projeto. Além disso, o mercado nacional é extremamente.

Sobre como será a comercialização, os modelos são os seguintes:

1 – Parceria com uma editora;

2 – Financiamento coletivo;

3 – Pré-venda pelo site do jogo;

Segue aqui os endereços de informações sobre o jogo:

https://ludopedia.com.br/jogo/hamelin-o-incrivel-mundo-do-buraco-de-rato

www.jjalves.com.br

https://www.facebook.com/jogodetabuleirohamelin/

 

 

#2 – Não é magia. É 3D

Será possível imprimir casas inteiras em 3d?

Casas impressas em 3d é uma realidade já presente 

Já há inúmeras iniciativas no mundo todo para o desenvolvimento de impressoras grandes o suficiente para a construção de casas, baseando-se no mesmo processo das impressoras de mesa, mas utilizando materiais diferentes como fibras de madeira, metal, cimento e outros.

Em 2017 a companhia de impressão em 3D Apis Cor usou toda sua tecnologia para imprimir uma casa inteira em 24 horas com um custo em torno de US$ 10 mil (equivalente a R$ 31 mil) . A vantagem desses equipamentos é a construção em alta velocidade, sustentabilidade e eficiência.

A Apis Cor afirma ainda que, graças à mistura de concreto utilizada no projeto, o imóvel tem uma expectativa de vida de cerca de 175 anos. Como se isso não bastasse, a companhia quis provar que esse tipo de projeto pode ser levado até mesmo para locais com temperaturas mais extremas e fez a construção de sua casa de testes sob o ar congelante da cidade de Moscou, na Rússia.

É importante compreender que houve trabalho humano na operação para fazer todo o acabamento, como colocar as janelas, pintar a casa e pôr o piso. Outro método para construção de casas mais complexas é o que a empresa chinesa WinSun New Materials realiza desde 2016. A construção se baseia em imprimir camadas com um material composto de cimento e fibra de vidro. Posteriormente juntam suas partes com  vergalhões de aço e modelam tanto casas como prédios.

Aqui no Brasil a startup Urban 3D também está comprometida a utilizar a tecnologia de impressão 3D para a construção civil com a finalidade de erguer habitações mais sustentáveis e mais baratas nas diversas cidades brasileiras. A empresa entende que é imprescindível aliar as novas tecnologias para otimizar o processo de construção podendo auxiliar no desenvolvimento de mais moradias em um país que sofre com conflitos territoriais.

O interessante é que essa tecnologia possibilita a reciclagem de restos de cimentos  e outros materiais deixados na construção de casas tradicionais. Imagina ter sua casa feita em 24 horas por uma impressão 3D gigante de maneira sustentável, economizando recursos e dinheiro. Isso não está tão longe de acontecer.  

casa-impressa-3d-arquitetura

Fonte da imagem: Casa impressa em 3D. em 24h Apis Cor.

Vídeo relacionado:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=xktwDfasPGQ

Fontes: Exame, TecnoBlog, Tecmundo.
 

#1 – Não é magia. É 3D

É verdade que já é possível imprimir órgãos humanos com uma impressora 3D? Qual é o material utilizado e como isso é possível?

Apesar de já ser possível imprimir órgãos humanos em uma impressora 3D, ainda deve demorar um tempo para que essa tecnologia chegue aos laboratórios e hospitais da mesma forma que aparece nos filmes. Atualmente, a aplicação biomédica da tecnologia de impressão 3D é voltada para a fabricação de tecidos da pele e cartilagens, usados para testar novos medicamentos e cosméticos.

A forma como isso funciona é semelhante ao modo como uma impressora 3D normal trabalha. A diferença está na matéria-prima que, em vez de ser um filamento plástico, é uma mistura de células-tronco com células de algum órgão específico, como um rim, por exemplo.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia desenvolveram um sistema capaz de imprimir vasos sanguíneos. A tecnologia deles é muito inteligente: a impressora cria “guias” com açúcar, que é estabilizado com um polímero especial. Depois disso, uma série de células é depositada sobre esses trilhos de açúcar, transformando os tubos em um tecido vivo.

Em 2016 cientistas chineses do Centro de Pesquisa de Medicina Regenerativa do Hospital West China, na Universidade de Sichuan, anunciaram um verdadeiro marco no que toca à biotecnologia com células-tronco: a implementação de vasos sanguíneos 3D em macacos foi capaz de promover uma regeneração no tecido vascular. Ou seja, os tecidos 3D implantados se uniram aos originais e cresceram juntos de maneira regular.

Outra técnica que está sendo aprimorada no Japão é a fabricação de biotintas e enzimas naturais para a junção das células. Isso vai permitir a impressão 3D de estruturas biológicas mais complexas usando vários tipos de células diferentes.

Tudo ainda está em fase de teste, mas é  certo que muitas pessoas ao redor do mundo todo já estão pesquisando maneiras de viabilizar a fabricação de órgãos, com a finalidade de salvar milhares de vidas que estão atualmente nas filas de transplante ou na fila de doação de órgãos.

Fonte da imagem: Impressão em 3D na medicina.

Vídeo relacionado:

https://www.youtube.com/watch?v=Kef29bIXI6c

Fontes: Tecno Mundo, Tecno Blog, Exame, Euro News

 

Comunicação Produtiva (ou, Impressão 3D e a nova Revolução Industrial)

A popularização da internet possibilitou — e vem possibilitando cada vez mais — uma maior troca de informações entre as pessoas. De qualquer lugar do mundo um internauta consegue acessar o Google ou diretamente o Wikipédia e consultar informações variadas, não deixando nenhuma dúvida para depois ser tirada na Barsa. Com o surgimento das redes sociais, esta relação de troca se tornou ainda maior. Hoje em dia, uma plataforma social permite que cada indivíduo compartilhe suas ideias, conhecimentos, opiniões e até sentimentos (por que não?), podendo inclusive iniciar uma relação pelo Tinder.

Enquanto no aspecto social a internet trouxe mudanças determinantes no modo de viver das pessoas, no aspecto de consumo não houve ainda uma mudança significativa que sustente uma quebra de paradigma. É inegável que, com a redução das barreiras geográficas promovidas pela internet, o alcance do comércio online ampliou-se para uma escala global. Porém, o conceito primário permanece inalterado: um produto continua sendo escolhido em uma prateleira de opções limitadas, só que agora é virtual.

Através do e-commerce, a internet potencializou a sociedade de consumo e sustentou o crescimento da produção em economia de escala. Portanto, deixamos de ser uma sociedade que — no passado — tinha restrições de escolha e consumia menos por isso; para nos transformar em uma sociedade que consome compulsivamente, mas com baixa criatividade se compararmos às possibilidades que temos. Há um volume de informações incomensurável a pouquíssimos cliques de distância e optamos por escolher um produto simplesmente pela sua marca ou “design moderninho”.

Com o desenvolvimento dos estudos ergonômicos e o avanço do design no cenário mundial, os objetos de desejo dos consumidores estão começando, devagarinho, a deixar de ser uma “peça de marca” e estão passando a ser um produto “sob medida” (produzido exclusivamente para mim!). Ao passo que o desejo de compra do consumidor torna-se mais customizado, o comportamento do mercado precisa se adaptar a essa nova realidade.

E qual é a solução para o desenvolvimento desse novo modelo de consumo? Não me atrevo a responder essa pergunta numa tacada só, mas arrisco indicar um caminho: comunicação em rede + produção aditiva.

Com a evolução das impressoras 3D, surge a possibilidade de uma real quebra de paradigma na metodologia de fabricação. Assim como o primeiro tear mecânico reduziu o tempo de produção e a necessidade de mão-de-obra no século XVIII, modificando completamente a estrutura produtiva daquela época; a impressão 3D pode redesenhar o comportamento das transações comerciais da atualidade, permitindo que produtores de pequena escala passem a dividir as fatias dos mercados próximos a eles.

É um sonho? Talvez ainda seja, mas acredito que a união de fatores presentes nas redes sociais e na produção aditiva poderá promover algo maior, algo utópico, que permitirá a pulverização dos centros fabris e uma aproximação do homem com a produção em menor escala.

O imaginário da Cammada está em uma grande rede de comunicação capaz de unir inúmeros micro fabricantes com o objetivo comum de fabricar produtos personalizados para atender à criatividade humana. Isso é comunicação produtiva.