#3 Não é magia. É 3D.

É verdade que fizeram um caiaque a partir da tecnologia de impressão 3D?

Em 2014 o engenheiro americano Jim Smith amante de caiaques decidiu fazer um para si mesmo através da impressão 3D. Para isso  utilizou-se do material plástico ABS com uma câmara aquecida para não haver rachaduras. O que impressiona é que o caiaque demorou apenas 42 dias e foi feito na mordomia de sua casa. No total foram realizadas 28 seções de impressão e Jim fez questão de utilizar cores diferentes com finalidade de apresentar melhor as peças.

Fonte da imagem: Revista Náutica – Jim Smith remando em seu caique.

O caiaque tem pouco mais de 5 metros, pesa 26,3 quilos e custou cerca de 500 dólares para ser impresso e montado.

Esse é mais um belo exemplo das inúmeras possibilidades que a impressão 3D oferece aos seus usuários. Mas não é preciso ter a impressão 3D em sua casa mais. A Cammada é uma plataforma que aproxima você dos grandes printers (empresas e pessoas que já possuem a impressão 3D) no cenário brasileiro e ainda simula o preço a partir de uma calculadora própria para isso.

Confira nossa galeria e veja mais exemplos do que é possível imprimir:

http://cammada.com/galeria

 

 

 

 

 

 

 

#1 – Materialize sua ideia

Uma entrevista especial com J.J Alves para mostrar como você pode materializar sua ideia com a impressão 3D

A tecnologia da impressão 3D vem criando oportunidades únicas para inúmeros segmentos do mercado. Com a finalidade de exemplificar melhor isso aos nossos internautas de plantão, a Cammada entrevistou José Alves, numa troca de mensagens por e-mail, que está utilizando a impressão 3D para constituir seu mais novo projeto de boardgame (jogo de tabuleiro) denominado “Hamelin: O incrível mundo do buraco de rato”.

Segue abaixo a entrevista completa:

  • Quem é José Alves?

Um sonhador que acredita que a imaginação é o remédio para muitas dores. Moro atualmente em Belém do Pará. Sou administrador e Escritor. Sou esperançoso quanto a vida e acredito que paz e a empatia precisam ser cultivados.

  • Hamelin é o nome do seu jogo. Por quê desse nome?

Hamelin: O incrível mundo do buraco de rato.

O nome Hamelin refere-se a um conto antigo chamado “O flautista de Hamelin” que reescrito pelos irmãos Grimm. O conto narra acontecimentos no mínimo peculiares de uma cidade infestada por ratos. Os governantes do local decidem contratar uma famoso flautista que diz que com sua flauta consegue encantar qualquer um. A ideia dos governantes é que o Flautista encante os ratos e os tire da cidade. Ao final a recompensa prometida pelos governantes não é paga. Um das variações deste conto em que vou me ater, é que, o Flautista por não ter sido pago e humilhado, retorna com todos os ratos para a cidade.

A escolha por um tema como esse é pela fascinação que a história possui de trabalhar as morais presentes na história e como as pessoas reagem diante de fatos não tão incomuns assim.

 

  • Qual é a história do jogo?

Conta uma lenda antiga que um conhecido gigante teria controlado todos em Hamelin por meio de uma flauta encantada.

Os ratos viviam amedrontados e receosos devido a esse tormento, até que um ratinho resolveu se rebelar contra o terrível algoz. Organizou, então, um pequeno exército e marchou contra o gigante, a fim de derrotá-lo. Mas o combate não foi necessário, pois o rato aproveitou que o gigante estava dormindo e furtou sua flauta encantada. Sem o artefato do poder, o gigante foi expulso para além dos domínios de Hamelin.

O rato assumiu o controle da cidade dos ratos e de todas as outras criaturas que ali habitavam, entre elas os gatos que ciumentos e muito astutos, viam o rato como inimigo e almejavam derrotá-lo. O rato, então, recebeu o título de Grande Rato e passou a comandar, recluso, todo o mundo do buraco de rato e suas infindáveis regiões.

O Grande Rato nomeou poderosos chefes de Estado para governar, influenciar o povo e abafar qualquer resistência. Os anos se passaram e o Grande Rato desapareceu, mas seu nome persistia e era sussurrado pelos becos de Hamelin. Aos poucos, o Grande Rato tornou-se uma lenda, um mito.

Heróis levantam-se contra o regime do Grande Rato e buscam desestabilizar o sistema, a fim de devolver o poder ao povo. Esses heróis são conhecidos como Paladinos. Eles são uma força de resistência à opressão. Nas ruas, sua presença é frequente e, aliados a outras raças, que compartilham com eles da mesma ideia, procuram desafiar as forças do Grande Rato. Mas eles sabem, as paredes têm ouvidos e todo cuidado é pouco.

  • Quem são os personagens do jogo?

São variados os personagens e alguns ainda estão sendo criados. Mas vamos para alguns protagonistas:

Ratáro é um engenheiro brilhante e muito criativo. Dirigir quaisquer veículos para este rato, torna-se uma tarefa fácil, além de desarmar qualquer artefato que possa mandar tudo pelos ares.

Ratina é uma policial exemplar da corporação ‘Faro’. Desde jovem seu maior desejo era tornar esse mundo um local melhor para viver. Ela faz parte de uma geração que não se permite implantes biônicos e outras tecnologias para aumentar suas capacidades.

Ralice é uma famosa espiã e assassina. Ela era uma das Chefes de Estado do Grande Rato, mas despertou para o inevitável e percebeu que o sistema era cruel com os mais fracos. Numa ocasião, sua irmã foi levada por Drakon, uma cobra executiva cheia de veneno, para uma prisão eterna, uma prisão para a mente. Após esse episódio, Ralice jurou vingança e prometeu resgatar a irmã e lutar contra toda opressão do regime do Grande Rato.

Rói J é um caçador de recompensas. Um ex-policial da corporação de elite, conhecida como ‘Faro’. Um evento controverso o fez deixar a corporação. Mas uma vez ‘Faro, sempre Faro’, e ele permanece usando o uniforme, mesmo realizando operações à margem da lei.

O Rato de Esgoto foi abandonado para morrer no esgoto, este rato cresceu em meio a diversidade e violência do submundo e Hamelin. Suas habilidades foram forjadas nos ambientes úmidos e pútridos dos esgotos.

Grande Rato é o próprio sistema do jogo. É ele quem comanda as hordas de vilões para abafar a resistência dos Paladinos. Ele não aparece no jogo é uma referência de comando que favorece as teorias conspiratórias. O personagem foi criado baseado no personagem Big Brother no romance 1984 do escritor George Orwell.

Existem mais de 25 personagens criados, entre Paladinos(jogadores), vilões secundários e Boss.

  • A jogabilidade desenvolvida?

Cooperativo, Jogo em Equipe, Rolagem de Dados e Seleção de Cartas.

  • Por que a escolha de desenvolver as peças com a impressão 3D?

Creio que o apelo deste produto requer miniaturas. A escolha pela impressão 3D é uma forma de promover o jogo para o mercado. Há outras alternativas que estão sendo estudadas, mas o fato de usar a tecnologia me permite experimentar certas nuanças do projeto antes de dá-lo como finalizado.

  • Onde você conheceu a Cammada?

Através da Internet. Fiz uma intensa pesquisa através de notícias. Relacionei as informações com os sites que estavam publicando as notícias, procurei saber quem estava por trás do empreendimento para só então começar a parceria do serviço.
Minha intenção é desenvolver mais produtos relacionados a impressão 3D para outros jogos. Estou com uma ideia de trabalhar encaixes para os personagens, uma ideia que pode agregar mais valor ao produto.

Como será feito sua comercialização ?

Ele será comercializado, mas não tenho meta ainda proposta, esse não é o momento de estabelecer pontos para o lançamento. O mercado é complexo e adiantar algo sem o devido planejado pode causar o fracasso do projeto. Além disso, o mercado nacional é extremamente.

Sobre como será a comercialização, os modelos são os seguintes:

1 – Parceria com uma editora;

2 – Financiamento coletivo;

3 – Pré-venda pelo site do jogo;

Segue aqui os endereços de informações sobre o jogo:

https://ludopedia.com.br/jogo/hamelin-o-incrivel-mundo-do-buraco-de-rato

www.jjalves.com.br

https://www.facebook.com/jogodetabuleirohamelin/

 

 

#2 – Não é magia. É 3D

É verdade que em breve será possível imprimir casas inteiras?

Já há inúmeras iniciativas no mundo todo para o desenvolvimento de impressoras grandes o suficiente para a construção de casas, baseando-se no mesmo processo das impressoras de mesa, mas utilizando materiais diferentes como fibras de madeira, metal, cimento e outros.

Em 2017 a companhia de impressão em 3D Apis Cor usou toda sua tecnologia para imprimir uma casa inteira em 24 horas com um custo em torno de US$ 10 mil (equivalente a R$ 31 mil) . A vantagem desses equipamentos é a construção em alta velocidade, sustentabilidade e eficiência.

A Apis Cor afirma ainda que, graças à mistura de concreto utilizada no projeto, o imóvel tem uma expectativa de vida de cerca de 175 anos. Como se isso não bastasse, a companhia quis provar que esse tipo de projeto pode ser levado até mesmo para locais com temperaturas mais extremas e fez a construção de sua casa de testes sob o ar congelante da cidade de Moscou, na Rússia.

É importante compreender que houve trabalho humano na operação para fazer todo o acabamento, como colocar as janelas, pintar a casa e pôr o piso.

Outro método para construção de casas mais complexas é o que a empresa chinesa WinSun New Materials realiza desde 2016. A construção se baseia em imprimir camadas com um material composto de cimento e fibra de vidro. Posteriormente juntam suas partes com  vergalhões de aço e modelam tanto casas como prédios.

Aqui no Brasil a startup Urban 3D também está comprometida a utilizar a tecnologia de impressão 3D para a construção civil com a finalidade de erguer habitações mais sustentáveis e mais baratas nas diversas cidades brasileiras. A empresa entende que é imprescindível aliar as novas tecnologias para otimizar o processo de construção podendo auxiliar no desenvolvimento de mais moradias em um país que sofre com conflitos territoriais.

O interessante é que essa tecnologia possibilita a reciclagem de restos de cimentos  e outros materiais deixados na construção de casas tradicionais.

Imagina ter sua casa feita em 24 horas por uma impressão 3D gigante de maneira sustentável, economizando recursos e dinheiro. Isso não está tão longe de acontecer.  

Fonte da imagem: Casa impressa em 3D. em 24h Apis Cor.

Vídeo relacionado:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=xktwDfasPGQ

Fontes:

Exame, TecnoBlog, Tecmundo.

 

#1 – Não é magia. É 3D

É verdade que já é possível imprimir órgãos humanos com uma impressora 3D? Qual é o material utilizado e como isso é possível?

Apesar de já ser possível imprimir órgãos humanos em uma impressora 3D, ainda deve demorar um tempo para que essa tecnologia chegue aos laboratórios e hospitais da mesma forma que aparece nos filmes. Atualmente, a aplicação biomédica da tecnologia de impressão 3D é voltada para a fabricação de tecidos da pele e cartilagens, usados para testar novos medicamentos e cosméticos.

A forma como isso funciona é semelhante ao modo como uma impressora 3D normal trabalha. A diferença está na matéria-prima que, em vez de ser um filamento plástico, é uma mistura de células-tronco com células de algum órgão específico, como um rim, por exemplo.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia desenvolveram um sistema capaz de imprimir vasos sanguíneos. A tecnologia deles é muito inteligente: a impressora cria “guias” com açúcar, que é estabilizado com um polímero especial. Depois disso, uma série de células é depositada sobre esses trilhos de açúcar, transformando os tubos em um tecido vivo.

Em 2016 cientistas chineses do Centro de Pesquisa de Medicina Regenerativa do Hospital West China, na Universidade de Sichuan, anunciaram um verdadeiro marco no que toca à biotecnologia com células-tronco: a implementação de vasos sanguíneos 3D em macacos foi capaz de promover uma regeneração no tecido vascular. Ou seja, os tecidos 3D implantados se uniram aos originais e cresceram juntos de maneira regular.

Outra técnica que está sendo aprimorada no Japão é a fabricação de biotintas e enzimas naturais para a junção das células. Isso vai permitir a impressão 3D de estruturas biológicas mais complexas usando vários tipos de células diferentes.

Tudo ainda está em fase de teste, mas é  certo que muitas pessoas ao redor do mundo todo já estão pesquisando maneiras de viabilizar a fabricação de órgãos, com a finalidade de salvar milhares de vidas que estão atualmente nas filas de transplante ou na fila de doação de órgãos.

Fonte da imagem: Impressão em 3D na medicina.

Vídeo relacionado:

https://www.youtube.com/watch?v=Kef29bIXI6c

Fontes: Tecno Mundo, Tecno Blog, Exame, Euro News

 

Comunicação Produtiva (ou, Impressão 3D e a nova Revolução Industrial)

A popularização da internet possibilitou — e vem possibilitando cada vez mais — uma maior troca de informações entre as pessoas. De qualquer lugar do mundo um internauta consegue acessar o Google ou diretamente o Wikipédia e consultar informações variadas, não deixando nenhuma dúvida para depois ser tirada na Barsa. Com o surgimento das redes sociais, esta relação de troca se tornou ainda maior. Hoje em dia, uma plataforma social permite que cada indivíduo compartilhe suas ideias, conhecimentos, opiniões e até sentimentos (por que não?), podendo inclusive iniciar uma relação pelo Tinder.

Enquanto no aspecto social a internet trouxe mudanças determinantes no modo de viver das pessoas, no aspecto de consumo não houve ainda uma mudança significativa que sustente uma quebra de paradigma. É inegável que, com a redução das barreiras geográficas promovidas pela internet, o alcance do comércio online ampliou-se para uma escala global. Porém, o conceito primário permanece inalterado: um produto continua sendo escolhido em uma prateleira de opções limitadas, só que agora é virtual.

Através do e-commerce, a internet potencializou a sociedade de consumo e sustentou o crescimento da produção em economia de escala. Portanto, deixamos de ser uma sociedade que — no passado — tinha restrições de escolha e consumia menos por isso; para nos transformar em uma sociedade que consome compulsivamente, mas com baixa criatividade se compararmos às possibilidades que temos. Há um volume de informações incomensurável a pouquíssimos cliques de distância e optamos por escolher um produto simplesmente pela sua marca ou “design moderninho”.

Com o desenvolvimento dos estudos ergonômicos e o avanço do design no cenário mundial, os objetos de desejo dos consumidores estão começando, devagarinho, a deixar de ser uma “peça de marca” e estão passando a ser um produto “sob medida” (produzido exclusivamente para mim!). Ao passo que o desejo de compra do consumidor torna-se mais customizado, o comportamento do mercado precisa se adaptar a essa nova realidade.

E qual é a solução para o desenvolvimento desse novo modelo de consumo? Não me atrevo a responder essa pergunta numa tacada só, mas arrisco indicar um caminho: comunicação em rede + produção aditiva.

Com a evolução das impressoras 3D, surge a possibilidade de uma real quebra de paradigma na metodologia de fabricação. Assim como o primeiro tear mecânico reduziu o tempo de produção e a necessidade de mão-de-obra no século XVIII, modificando completamente a estrutura produtiva daquela época; a impressão 3D pode redesenhar o comportamento das transações comerciais da atualidade, permitindo que produtores de pequena escala passem a dividir as fatias dos mercados próximos a eles.

É um sonho? Talvez ainda seja, mas acredito que a união de fatores presentes nas redes sociais e na produção aditiva poderá promover algo maior, algo utópico, que permitirá a pulverização dos centros fabris e uma aproximação do homem com a produção em menor escala.

O imaginário da Cammada está em uma grande rede de comunicação capaz de unir inúmeros micro fabricantes com o objetivo comum de fabricar produtos personalizados para atender à criatividade humana. Isso é comunicação produtiva.