Impressão 3D Descomplicada: Filamentos

Já sabemos que hoje é possível fazer impressões incríveis com uma infinidade de materiais: como areia, cerâmica e até o metal, mas sem dúvida o material mais utilizado ainda é o plástico, que pela sua forma é chamado de filamento. Muito utilizado para realizar impressões para decoração, moda, design e engenharia, os filamentos apresentam grandes vantagens em custo e aplicabilidade. Portanto, hoje explicaremos o que são, seus atributos e como usar esse material em impressoras 3D.

O que são filamentos?

Filamento é a forma como se objetifica os materiais utilizados em impressoras 3D do tipo FDM. São eles que aliados a uma impressora 3D irão materializar seus objetos. Normalmente eles são compostos de termoplástico, e possuem uma grande opção de cores e tipos, sendo os mais populares o ABS e o PLA. Para seu uso o filamento é aquecido, derretido e expelido através do extrusor, assim formando tridimensionalmente o objeto.

Carretéis de filamentos. Foto: 3D Filamentos.

No mundo da impressão 3D temos os dois grandes protagonistas em termos de materiais: o PLA e o ABS. Eles são versáteis, fáceis de manusear e ambos de baixo custo. Uma excelente aposta para aqueles que buscam investir nesse universo.
Apesar de serem bem parecidos, eles ainda possuem algumas diferenças, são elas:

PLA

  • Acabamento brilhante;
  • Eco-friendly, ou seja, biodegradável;
  • Atóxico;
  • Maior variedade de cores.

ABS

  • Acabamento fosco;
  • Maior resistência e durabilidade;
  • Tóxico se em contato intenso com a pele;
  • Derivado do petróleo.

Estes são os principais e mais usados filamentos, mas as opções não acabam por aqui. No mercado já é visto filamento que simula vidro, filamento com madeira, ferro, nylon, dentre outros. Tem para todo mundo!

E você, qual filamento já usou? Qual gostaria de testar? Comente aqui embaixo! :p

 

Impressão 3D Descomplicada: Infill

Quando se fala de impressão 3D e seus conceitos básicos, infill é um conceito que logo é lembrado. Isso por que ele está diretamente associado à sustentação das peças impressas em 3D, fazendo com que seja possível imprimir peças mais fortes e resistentes de maneira mais econômica, por assim dizer.

Já falamos de camada também aqui no #3Descomplicado, confira aqui.

Infill: O que é?

Infill nada mais é que preenchimento, na tradução literal. É a estrutura interna da impressão.
Essa estrutura pode variar em densidade e forma, tudo depende da peça em questão.  A variação da densidade dessa estrutura que faz com que as peças sejam mais, ou menos resistentes 😉

Já parou para pensar quanto material seria desperdiçado se tudo que é impresso fosse sempre totalmente preenchido internamente, ou seja, maciço? Pois é, nem sempre é necessário um reforço tão intenso, e é aí que entra as variações de densidade de infill. Quanto mais denso, mais resistente.

Densidade de infill. Foto: Deviantart.

Para saber mais sobre densidade de infill, clique aqui. Ou a variação de formas, confira mais aqui.

 

4 fantasias divertidas para imprimir em 3D

Carnaval chegando e logo se iniciam as buscas pela fantasia perfeita. As opções de pirata, bruxa e policial são sempre as mais comuns, mas será mesmo que para por aí? A impressão 3D permite a elaboração de produtos exclusivos e personalizados, e é claro que você pode ter uma fantasia única 😉

Pensando nisso, fizemos uma seleção dos melhores bibelôs para você cair na folia com todo estilo e personalidade. Bora lá?

1 – Gravatinha

Aquele toque especial no seu traje 😉Imprima aqui.

2 – Mustache de monóculo

Vai ser difícil achar alguém com a mesma fantasia que você nesse carnaval :pImprima aqui.

3 – Coroa Joffrey GOT

Porque não sair de Rei Joffrey?!
Imprima aqui.

4 – Deal with it

Turn down for what!Imprima aqui.

Agora é só garantir sua fantasia ideal e cair na folia!

 

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Impressão 3D Descomplicada: Resolução

Hoje quem busca experimentar a tecnologia e realizar uma impressão 3D pela primeira vez pode encontrar algumas dificuldades no caminho. Afinal, antes de ter o produto em mãos é necessário escolher o tipo de impressão a ser realizada, material desejado, resolução e por aí vai.
Todos esses termos podem gerar dúvidas para aqueles que estão experimentando o maravilhoso mundo da impressão 3D, e é por isso que hoje iniciaremos a série Impressão 3D Descomplicada aqui no Cammada Blog. A série que vai explicar a você, entusiasta de impressão 3D iniciante, o feijão com arroz desse universo.

Então, vamos ao primeiro tema: Resolução.

Bem, antes de falarmos sobre resolução é necessário que falemos sobre o tipo de tecnologia em que esse conceito se inclui, ou seja, se é uma impressora FDM ou SLA, por exemplo.
A tecnologia mais difundida no meio da impressão 3D é a Fused Deposition Modeling, ou apenas FDM. As peças impressas através dessa tecnologia são produzidas em etapas, de baixo para cima, utilizando-se de um filamento termoplástico que é aquecido e depositado na placa de impressão, camada por camada, até que o objeto seja gerado.

E é aí que entra a resolução!

Essas camadas variam em espessura, e é isso que vai definir o nível de detalhamento da peça. Peças impressas a resoluções maiores, ou seja, com camadas mais finas, possuem uma superfície mais lisinha, ao passo que peças impressas em resoluções mais baixas possuem uma superfície mais irregular, de camadas mais aparentes.

Tipos de resolução:

Ultra – Camadas com espessura até 0,5 mm.

Peça impressa em 3D em resolução ultra.

Alta – Camadas com espessura até 1 mm.

Peça impressa em 3D em resolução alta.

Média – Camadas com espessura até 2 mm.

Peça impressa em 3D em resolução média.

Baixa – Camadas com espessura de 2,5 mm ou mais.

Peça impressa em 3D em resolução baixa.

Para resultados mais refinados a resolução recomendada é Alta ou Ultra.

Vale lembrar que esses valores podem variar de impressora para impressora, então utilize-o apenas como um guia 😉

 

 

Retrospectiva da Cammada 2016

Há quem diga que 2016 foi um ano ruim, mas 2016 foi o ano que nasceu a Cammada, e isso foi maravilhoso. Não só para mim ou para os entusiastas de impressão 3D, mas também para o futuro, que pouco a pouco vêm nos presentear com a quarta revolução industrial.

O ano que se passou nos presenteou com grandes conquistas, e queremos compartilhar cada detalhe com você, que nos apoiou e contribuiu para que tudo isso acontecesse.

Sem dúvidas o maior e melhor acontecimento de 2016 foi o lançamento do site. E com ele nosso vídeo de lançamento <3

No início de 2016 iniciamos uma temporada de apresentações em universidades para falar sobre impressão 3D, prototipagem, e tudo desse universo. Experiência incrível!
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No meio disso completamos o número de 1000 curtidas em nossa fanpage… 12898418_819571341508457_2446247111955683268_o
Fomos a diversos eventos de impressão 3D.
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Os sócios Harrison e José no evento Inside 3D Printing.

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Nossos sócios João e Harrison na expo3Dbr.

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Sócio e fundador Bernardo com os parceiros e amigos da GTMax 3D, no SENAI Roberto Mange.

Tivemos o prazer de apoiar uma das campanhas de TETO Brasil, organização sem fins lucrativos que trabalha para combater a pobreza.

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Ministramos o workshop de introdução a impressão 3D no IED Rio. Aguenta coração!

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E para fechar com chave de ouro,  em 2016 teve Cammada na mídia! Saímos no O Globo, na coluna de economia do George Vidor e na Design Magazine Brasil.

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A você, meu caro leitor que chegou até aqui, obrigada por nos permitir dividir nossos melhores momentos com você. Que 2017 nos permita registrar ainda mais progressos! Na Cammada, na impressão 3D, no futuro!

 

Comunicação Produtiva (ou, Impressão 3D e a nova Revolução Industrial)

A popularização da internet possibilitou — e vem possibilitando cada vez mais — uma maior troca de informações entre as pessoas. De qualquer lugar do mundo um internauta consegue acessar o Google ou diretamente o Wikipédia e consultar informações variadas, não deixando nenhuma dúvida para depois ser tirada na Barsa. Com o surgimento das redes sociais, esta relação de troca se tornou ainda maior. Hoje em dia, uma plataforma social permite que cada indivíduo compartilhe suas ideias, conhecimentos, opiniões e até sentimentos (por que não?), podendo inclusive iniciar uma relação pelo Tinder.

Enquanto no aspecto social a internet trouxe mudanças determinantes no modo de viver das pessoas, no aspecto de consumo não houve ainda uma mudança significativa que sustente uma quebra de paradigma. É inegável que, com a redução das barreiras geográficas promovidas pela internet, o alcance do comércio online ampliou-se para uma escala global. Porém, o conceito primário permanece inalterado: um produto continua sendo escolhido em uma prateleira de opções limitadas, só que agora é virtual.

Através do e-commerce, a internet potencializou a sociedade de consumo e sustentou o crescimento da produção em economia de escala. Portanto, deixamos de ser uma sociedade que — no passado — tinha restrições de escolha e consumia menos por isso; para nos transformar em uma sociedade que consome compulsivamente, mas com baixa criatividade se compararmos às possibilidades que temos. Há um volume de informações incomensurável a pouquíssimos cliques de distância e optamos por escolher um produto simplesmente pela sua marca ou “design moderninho”.

Com o desenvolvimento dos estudos ergonômicos e o avanço do design no cenário mundial, os objetos de desejo dos consumidores estão começando, devagarinho, a deixar de ser uma “peça de marca” e estão passando a ser um produto “sob medida” (produzido exclusivamente para mim!). Ao passo que o desejo de compra do consumidor torna-se mais customizado, o comportamento do mercado precisa se adaptar a essa nova realidade.

E qual é a solução para o desenvolvimento desse novo modelo de consumo? Não me atrevo a responder essa pergunta numa tacada só, mas arrisco indicar um caminho: comunicação em rede + produção aditiva.

Com a evolução das impressoras 3D, surge a possibilidade de uma real quebra de paradigma na metodologia de fabricação. Assim como o primeiro tear mecânico reduziu o tempo de produção e a necessidade de mão-de-obra no século XVIII, modificando completamente a estrutura produtiva daquela época; a impressão 3D pode redesenhar o comportamento das transações comerciais da atualidade, permitindo que produtores de pequena escala passem a dividir as fatias dos mercados próximos a eles.

É um sonho? Talvez ainda seja, mas acredito que a união de fatores presentes nas redes sociais e na produção aditiva poderá promover algo maior, algo utópico, que permitirá a pulverização dos centros fabris e uma aproximação do homem com a produção em menor escala.

O imaginário da Cammada está em uma grande rede de comunicação capaz de unir inúmeros micro fabricantes com o objetivo comum de fabricar produtos personalizados para atender à criatividade humana. Isso é comunicação produtiva.